INSS decidiu não renovar acordo com Banco Master antes da liquidação, diz presidente do instituto à CPMI
Segundo Gilberto Waller Júnior, decisão foi motivada por reclamações de segurados e ocorreu antes de ação de órgãos de controle ou repercussão do caso

Warley Júnior
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta quinta-feira (5), em depoimento à Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, que o órgão decidiu não renovar o acordo de cooperação técnica com o Banco Master antes da liquidação da instituição financeira e antes da divulgação do caso pela imprensa.
De acordo com Waller, o acordo havia sido firmado em 2020, com vigência de cinco anos, e venceu em 18 de setembro do ano passado. A decisão de não renová-lo, segundo ele, foi tomada após o INSS identificar um alto volume de reclamações de aposentados e pensionistas.
"Diante da quantidade de reclamações dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica", afirmou.
Waller ressaltou que a medida não teve relação com a posterior liquidação do banco nem com investigações de órgãos de controle.
"Isso ocorreu muito antes da liquidação do Banco Master, muito antes de qualquer órgão de controle falar sobre o banco e muito antes de o nome Master aparecer na imprensa", disse.
O presidente do INSS explicou ainda que, mesmo com a não renovação do acordo, os contratos de crédito consignado já firmados permaneceram válidos, uma vez que a suspensão impede apenas a celebração de novos contratos.








