Política

Lula diz que Alckmin e Haddad vão cumprir papel fundamental nas eleições em São Paulo

Presidente lembrou que só ganhou no colégio eleitoral paulista uma vez, em 2002

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Felipe Moraes
05/02/2026, 16:37 • Atualizado em 05/02/2026, 17:08
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Lula (PT), Alckmin (PSB) e Haddad (PT) em foto de 2024 | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Lula (PT), Alckmin (PSB) e Haddad (PT) em foto de 2024 | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o ministro da Indústria e vice, Geraldo Alckmin (PSB), "sabem que têm papel pra cumprir em São Paulo" nas eleições de 2026.

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"Eu só ganhei uma eleição em São Paulo. 2002, contra o [José] Serra. Tive 51% dos votos. Nas outras todas, eu perdi. Pra FHC, Alckmin. E perdi por três, quatro, cinco por cento. Nós temos muito voto em São Paulo. E temos condições de ganhar eleições em São Paulo. Ainda não conversei com Haddad, com Alckmin. Mas eles sabem que têm papel pra cumprir em São Paulo. Simone [Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento], eu também ainda não conversei com ela. Minas Gerais, vamos ganhar outra vez", falou em entrevista ao Uol.

"Eu ainda não desisti de você, viu, [Rodrigo] Pacheco [PSD-MG]? Vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais", completou, reforçando convite ao ex-presidente do Senado para concorrer em MG.

Voltando a citar os ministros da Fazenda, da Indústria e do Orçamento, o mandatário declarou não ter pressa para definir a chapa que concorrerá ao governo de São Paulo. "Não tomo nenhuma decisão com 39 graus de febre. Espero primeiro baixar pra 36 pra depois tomar decisão", falou. "Eu acho que a gente pode ganhar eleições em São Paulo se a gente escolher candidato a governador, Alckmin ou Haddad, Tebet... Nós vamos ganhar eleições em São Paulo", completou.

Lula também disse que seu grupo político deverá usar feitos do governo atual em pautas sociais para fazer frente a oponentes em palanques estaduais. "Quero comparar: quem é que fez mais política de inclusão social. Comparar políticas que fizemos com os governadores".

Perguntado sobre polarização, o presidente reconheceu peso eleitoral do acirramento ideológico no país e declarou qual deve ser a sua estratégia no pleito deste ano: "O que nós precisamos é achar nesses 215 milhões de habitantes as pessoas que ainda têm flexibilidade ideológica, que não acreditam em mentiras e que resolvam votar do lado certo".

"O que vai estar em jogo nas eleições de 2026 é se esse país continuará sendo democrático, se as instituições vão continuar funcionando pra sustentar a democracia, se movimento social vai ter representatividade pra fazer manifestações ou se a gente vai acabar com tudo isso."

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