Política

"Fomos o primeiro órgão a apurar conduta" do Master, diz presidente do INSS antes de depoimento à CPMI

Gilberto Waller Júnior afirma que falará na comissão o que órgão tem feito sobre descontos associativos irregulares e crédito consignado

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Gabriela Tunes, Felipe Moraes
05/02/2026, 12:28 • Atualizado em 05/02/2026, 18:20
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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta quinta-feira (5), antes de prestar depoimento à CPMI que apura fraudes em descontos associativos de beneficiários, que o órgão "foi o primeiro a apurar" a conduta do Banco Master, alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de fraudes bilionárias.

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"Fomos o primeiro órgão a apurar sua conduta", disse Waller em entrevista a jornalistas no Senado. "Já em setembro [de 2025], não renovamos acordo de cooperação técnica com eles [Master]. Em outubro, numa tentativa de negociação, não assinamos acordo de cooperação. E, daí, questionamos o Master quanto a ilegalidades feitas em contratos e descontos de aposentados. Bloqueamos o repasse pro Banco Master. Ou seja, INSS sai à frente para poder apurar eventuais irregularidades que nossos aposentados e pensionistas foram vítimas", explicou.

O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, estava previsto para esta quinta, mas foi adiado para 26 de fevereiro após reunião do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), com o ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Único a falar à CPMI do INSS nesta quinta, Waller adiantou o que pretende falar aos parlamentares: contratos de crédito consignado sob investigação e ações do órgão em relação às fraudes via descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões.

"Mostrar um pouquinho do que foi feito quanto a desconto associativo e crédito consignado e perspectiva pro futuro", falou, reforçando que devoluções somam R$ 2,9 bilhões até o momento. Esse valor, segundo ele, foi pago a beneficiários "num prazo recorde, de oito meses".

Sobre consignado, Waller afirmou que o INSS está "mudando a forma de agir". "Fiscalizando instituições financeiras", destacou, citando nota da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitida recentemente. "Comunicado mostrando que, junto ao crédito consignado de aposentados e pensionistas, não pode ter venda de nenhum outro produto", disse.

Questionado sobre a chamada "fila do INSS", que bateu novo recorde no fim de janeiro e ultrapassou 3 milhões de pedidos para aposentadorias, auxílios e pensões, Waller afirmou que vai mostrar à CPMI "um plano de ação com resultados práticos". "Só em sete dias, conseguimos conceder ou analisar mais de 180 mil pedidos", informou.

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