Brasil

Casal de idosos acredita ter reencontrado filha dada como morta há 55 anos em maternidade de Goiânia

Pais dizem não ter recebido corpo nem atestado de óbito em 1970; caso é investigado e família aguarda exame de DNA

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Um casal de idosos de Aparecida de Goiânia acredita ter encontrado viva a filha que foi dada como morta logo após o nascimento, há 55 anos. Dona Benedita Souza de Paula, de 85 anos, e o marido, Geraldo Rosa de Paula, de 79, convivem com a angústia desde setembro de 1970.

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Segundo dona Benedita, o parto ocorreu no dia 2 de setembro daquele ano, na maternidade Irmã Celina, em Goiânia. Ela afirma que viu a filha nascer com vida.

"Dia dois de setembro de mil novecentos e setenta, eu fui pra maternidade Irmã Celina, aí eu ganhei essa menina, eu vi ela viva, lindinha. Passou um pouco, passou a enfermeira com ela no braço, aí o médico falou que era pra ela ir e não demorar”, contou.

Depois disso, a criança nunca mais voltou para os braços da mãe.

“Não sei que hora da noite, eles chegaram lá e falaram pra mim: mãe, preocupa não que a sua filha faleceu, e eu desmaiei”, relembrou dona Benedita.

Seu Geraldo afirma que desconfiou da situação ao ser informado da suposta morte da filha. "Eles me falaram que minha filha tinha falecido. Eu falei: uai, mas cadê o corpo da menina? Eles falaram que o hospital tomava todas as providências. Eu achei uma dúvida, mas não tinha experiência”, afirmou.

O casal relata que nunca recebeu o corpo da criança nem o atestado de óbito. A maternidade municipal funcionava em Goiânia à época, mas foi extinta. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não possui documentos do período.

Recentemente, um parente contou ao casal que conhecia uma mulher fisicamente parecida com as outras filhas deles. A informação reacendeu a esperança.

O caso não seria isolado. Adriano Alípio nasceu na mesma maternidade em 1969 e, ainda recém-nascido, foi entregue a outra família. Décadas depois, ele publicou o relato na internet e, 49 anos após o nascimento, conseguiu contato com a família biológica.

Diante dos relatos, dona Benedita e seu Geraldo registraram um boletim de ocorrência. O caso está sob investigação, e a família aguarda o resultado de um exame de DNA para confirmar a possível filiação.

“Eu queria ter prazer de ver ela, de ver a minha filha. É muito sofrimento. Só pra Deus. Se ela tiver viva, eu quero conhecer ela antes dele me levar”, disse dona Benedita.

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