Justiça revoga prisão de argentina acusada de injúria racial no Rio de Janeiro
Advogada Agostina Paez foi flagrada chamando funcionário de bar de macaco após impasse sobre pagamento de conta

SBT Rio
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão da advogada argentina Agostina Paez, que foi detida nesta sexta-feira (6), em uma residência, em Vargem Pequena, zona sudoeste do Rio de Janeiro.
A prisão foi realizada quase 24 horas após a Justiça do Rio aceitar a denúncia do Ministério Público e decretar a prisão preventiva da estrangeira por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul.
Segundo a investigação, Agostina e suas amigas se desentenderam com um funcionário do bar devido a um suposto erro no pagamento. Ao sair do local, a argentina chamou o funcionário de “mono” (“macaco”) e fez gestos imitando o animal.
O crime foi registrado em vídeo. As imagens foram gravadas pela própria vítima e mostram o momento do insulto racial. Em um dos vídeos, é possível ver que uma das amigas tenta impedir a argentina de continuar com os gestos racistas.
Antes da prisão, a Justiça havia imposto medidas cautelares à argentina, como uso de tornozeleira eletrônica, retenção do passaporte e proibição de deixar o país.
Após a detenção, os advogados de Agostina conseguiram a revogação do pedido de prisão na Justiça
"Ela está colaborando com a Justiça, não tem intenção nenhuma de prejudicar, obstruir a instituição criminal. Ela só sai do Brasil com autorização judicial", afirma Ezequiel Roitman, advogado da argentina.









