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Em estado de greve, funcionários do Metrô de SP fazem assembleia nesta quarta-feira (11)

Lentidão em linhas, causada por interferência na via na estação Chácara Klabin, fez com que muitos passageiros acreditassem que greve havia sido deflagrada

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Metrô de São Paulo | Rovena Rosa/Agência Brasil
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Metroviários de São Paulo, que estão em estado de greve há uma semana, realizam uma assembleia às 18h30 desta quarta-feira (11). A categoria defende reajustes salariais, negociação sobre o plano de carreira e a abertura de um novo concurso público para a contratação de novos funcionários.

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A assembleia será realizada na sede do Sindicato dos Metroviários, no Belém, zona leste de São Paulo. A categoria não informou se a aprovação de uma greve será pautada para votação.

O estado de greve foi aprovado na última quarta-feira (4). Segundo o sindicato da categoria, a mobilização está relacionada à negativa do Metrô em abrir negociações sobre o plano de carreira e o pagamento dos chamados "steps" – mecanismo de progressão salarial.

"Além de pressionar pela abertura de negociação, a mobilização também é para pressionar pelo pagamento dos steps para todos", diz comunicado do Sindicato dos Metroviários.

A categoria também é contra a terceirização do serviço de manutenção e pede a realização de um novo concurso público – o último certame organizado pelo Metrô ocorreu em 2016. Os metroviários criticam o fato da empresa abrir planos de demissão voluntária sem reposição dos quadros.

De acordo com o sindicato, nos últimos 10 anos foram realizados três Planos de Demissão Voluntária (PDV) e cinco Planos de Demissão Incentivada (PDI). "Essa estratégia de esvaziamento da empresa pública é uma tática de destruir e privatizar por dentro, colocando a terceirização como alternativa à ocupação dos postos e funções de trabalho esvaziados pelas demissões", diz.

Funcionários da CPTM são emprestados para o Metrô

Em meio à mobilização dos metroviários pela contratação de mais trabalhadores, um primeiro grupo de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi recebido na última segunda-feira (9) em instalações do Metrô. Um convênio feito entre as duas empresas públicas de transporte de São Paulo permitiu a cessão de ferroviários para atuação nas futuras estações da Linha 17-Ouro.

Os profissionais permanecerão vinculados à CPTM, com manutenção de salários, benefícios, direitos e acessos já existentes. O Metrô ficará responsável pelo fornecimento de uniformes, equipamentos de proteção individual (EPIs) e crachás.

Apesar de cedida para a concessionária ViaMobilidade, a Linha 17-Ouro – que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi – está em implantação pelo Metrô e começará a operar com funcionários da empresa. A previsão é de que a operação assistida nas estações do monotrilho comecem em 23 de março.

Para os metroviários, o empréstimo "é um paliativo importante". "O convênio com a CPTM e a possibilidade de absorção dos ferroviários pelo Metrô são alternativas à terceirização muito menos prejudiciais ao serviço público porque elas preservam o concurso público. E boa parte do conhecimento e do serviço ferroviário é comum ao do Metrô", diz a categoria.

Lentidão no Metrô nesta quarta (11)

Um problema em diversas linhas do Metrô nesta quarta-feira (11) fez com que muitos passageiros acreditassem que uma greve já havia sido deflagrada. Uma interferência na via na estação Chácara Klabin, da Linha 2-Verde, por volta das 7h30, acabou provocando um "efeito dominó" no transporte sobre trilhos, com lentidão e velocidade reduzida registradas também na Linha 1-Azul, na Linha 3-Vermelha e na Linha 15-Prata.

Estações ficaram com as plataformas lotadas. A operação foi totalmente normalizada cerca de duas horas depois, às 9h30.

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