Indicado de Alcolumbre pede exoneração da Amprev após ser alvo de operação da PF
Jocildo Lemos disse que procedimentos adotados sob gestão dele "observaram rigorosamente a legalidade"; ele foi alvo da PF em operação na semana passada


SBT News
Indicado de Alcolumbre para a Amprev, a Amapá Previdência, Jocildo Lemos anunciou sua decisão de deixar o cargo de diretor-presidente na manhã desta quarta-feira (11), menos de uma semana após ser alvo de operação da Polícia Federal.
"Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade, permitindo a identificação e a responsabilização dos verdadeiros culpados”, diz a nota divulgada no site oficial do órgão.
"Reafirmo minha plena confiança na Justiça e na força dos fatos. Sob esta administração, o patrimônio da Amprev cresceu 41% entre 2023 e 2025, garantindo o pagamento de aposentados e pensionistas até 2059", acrescenta o comunicado.
Lemos foi alvo, na semana passada, de uma operação da PF sobre possíveis irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual. A investigação apura aportes de R$ 400 milhões feitos no Banco Master.
O foco da investigação está em decisões tomadas pelo Comitê de Investimentos da Amprev (CIAP) e pela Diretoria Executiva do órgão. Segundo a Polícia Federal, as deliberações levaram à aplicação concentrada de grandes volumes de recursos em um curto período.
De acordo com os documentos analisados, em menos de vinte dias foram aprovadas e executadas três aplicações em Letras Financeiras do Banco Master, que somam os R$ 400 milhões. As decisões ocorreram em reuniões do CIAP realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024.









