MP do DF deve pedir que Pedro Turra vá a Tribunal do Juri por homicídio
Mudança ocorre após a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, agredido em Brasília



SBT News
Paola Cuenca
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) deve solicitar à Justiça que o processo do ex-piloto Pedro Turra seja encaminhado ao Tribunal do Júri por homicídio qualificado.
No encerramento do inquérito da Polícia Civil, na última sexta-feira (6), Rodrigo ainda estava internado. Por isso, o caso havia sido enquadrado como lesão corporal gravíssima.
Com a morte do adolescente no sábado, o cenário jurídico mudou, abrindo caminho para a reclassificação do crime.
Embora o Ministério Público ainda não tenha apresentado denúncia formal, a transferência do caso para a promotoria do júri indica que Pedro Turra pode passar a responder por homicídio, crime que prevê pena mais elevada do que a tipificação anterior.
Procurada pelo SBT, a defesa de Pedro Turra informou que não irá se manifestar.
Relembre o caso
A briga ocorreu na madrugada de 23 de janeiro. Turra agrediu Castanheira em frente a um condomínio. A vítima bateu a cabeça na porta de um carro e teve traumatismo craniano.
Antes, o ex-piloto era acusado de lesão corporal gravíssima. Agora, segundo advogado da família de Castanheira disse ao SBT News, Albert Halex, a tipificação do caso pode mudar para homicídio.
Turra chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Voltou a ser alvo de prisão em 30/1. Com a repercussão, surgiram pelo menos outras três ocorrências de agressão envolvendo o ex-piloto.

Na última semana, a Polícia Civil (PCDF) apontou uma reviravolta na investigação. Inicialmente, o motivo do ataque de Turra ao adolescente seria por causa de um chiclete.
Segundo a apuração, a nova linha de investigação indica que Castanheira teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto. Incomodado com a situação, esse jovem teria pedido ao agressor que fosse até o local para "dar um susto" no adolescente.
A polícia avalia que essa mudança de motivação altera de forma significativa o enquadramento do caso. Se confirmada, a agressão deixa de ser tratada como um ato impulsivo ou banal e passa a ser considerada uma ação premeditada — uma emboscada por ciúmes —, praticada com a participação de pelo menos duas pessoas.
Colaborou Antonio Souza









