Mercosul-UE: Planalto minimiza ausência de Lula e reduz ato de assinatura a ‘reunião ministerial’
Evento acontecerá neste sábado, no Paraguai, e, à exceção de Lula, deve contar com a presença de todos os presidentes de países membros do Mercosul

Interlocutores do Palácio do Planalto minimizam a ausência do presidente Lula durante a cerimônia que vai confirmar a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O evento será neste sábado (17), no Paraguai, e, à exceção de Lula, deve contar com a presença de todos os presidentes de países membros do Mercosul.
Para representar Lula, será enviado o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Nesta sexta-feira, o presidente vai se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
O encontro está sendo tratado como uma maneira simbólica de antecipação da assinatura do acordo e da garantia de um protagonismo maior ao presidente brasileiro. Lula demonstrou frustração com a falta de consenso para o acordo no fim do ano passado, quando o Brasil ocupava a presidência rotativa do bloco.
Agora, diante da ausência do presidente na consagração do acordo, interlocutores palacianos afirmam que Lula participou diretamente das tratativas sobre o pacto comercial e que o encontro deste sábado não representa uma reunião de chefes de Estado, mas sim um ato que era esperado para acontecer com a presença de autoridades de um escalão mais baixo.
Segundo um auxiliar do presidente, o encontro não representa uma reunião como a da cúpula do Mercosul, realizada em dezembro em Foz do Iguaçu, e mais se assemelha a uma “reunião ministerial”. Por isso, portanto, a representação de Mauro Vieira.
Ao não comparecer, Lula evita um encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei, dias após um desgaste entre os dois líderes.
Na última semana, o governo brasileiro decidiu devolver a administração da embaixada argentina na Venezuela após Milei divulgar um vídeo em que faz críticas ao ditador Nicolás Maduro e inseriu uma imagem de Lula e o ex-presidente venezuelano abraçados. A gravação foi recebida como uma provocação por parte do governo brasileiro.




















