Com caso Master na mira, CPI do Crime Organizado é novamente cancelada
Oitivas foram adiadas sob o argumento de que o Senado terá sessões semipresenciais, quando o comparecimento não é obrigatório

As sessões da CPI do Crime Organizado previstas para esta semana foram canceladas nesta segunda-feira (9), anunciou a cúpula da comissão.
Estavam previstos os depoimentos da governadora Raquel Lyra, de Pernambuco, e do governador Cláudio Castro, do Rio de Janeiro.
O argumento é que a Mesa Diretora do Senado autorizou que os parlamentares possam comparecer no formato semipresencial, quando a presença não é obrigatória, e que nesses casos as sessões não acontecem.
Essa será a segunda semana consecutiva de adiamentos da sessão e acontece em meio a um esforço da CPI de ampliar o escopo dos trabalhos para apurar as fraudes envolvendo o Banco Master, cujas ramificações também podem estar relacionadas às organizações criminosas.
Na semana passada, estavam previstos os depoimentos do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e de Cláudio Castro. Ambos são alvos dos parlamentares em decorrência dos investimentos feitos em fundos do banco de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Ibaneis avisou que não vai comparecer à comissão. Já Castro havia informado que estava em viagem fora do país. Ainda não há uma nova data para as sessões.
Em entrevista ao SBT News na última semana, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que é “perfeitamente possível” apurar o caso Master no âmbito da comissão voltada a investigar o avanço do crime organizado. “Essa relação poderia ocorrer se fosse identificado que Daniel Vorcaro [dono do Master] pertence a uma organização criminosa, ou que o banco Master tenha envolvimento com o PCC ou qualquer organização criminosa”, afirmou Contarato.




































