Hugo Motta indica que CPI do Master não deve avançar na Câmara
Deputado apontou que há uma fila de pedidos e que tem de seguir a ordem cronológica; há propostas que aguardam um parecer há mais de 2 anos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou nesta quarta-feira (28) serem baixas as chances de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ser criada para apurar as fraudes do Banco Master.
Durante a reunião de líderes, ele foi cobrado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor do pedido de criação da comissão, sobre a instalação do colegiado. Motta, no entanto, ponderou que há mais de uma dezena de pedidos de CPIs na fila e que teria de respeitar o regimento, que exige o funcionamento de no máximo cinco investigações ao mesmo tempo.
Não há, porém, nenhuma CPI em andamento na Câmara dos Deputados. "Eu saí muito chateado e muito desesperançoso", disse Rollemberg ao SBT News. Há pedidos de criação de comissão de inquérito que foram apresentados em 2023 e ainda aguardam um despacho da cúpula da Câmara.
Conforme relatos, deputados de oposição, entre eles o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), endossaram o argumento de Motta de que há travas regimentais para que a comissão avance na Câmara.
Sóstenes ponderou que a cronologia dos pedidos de CPIs tem de ser respeitada e que considera mais viável a instalação de uma comissão mista, com a participação de deputados e senadores, sair do papel. Neste caso, o pedido tem de ser avalizado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). "Vamos lutar por essa instalação", disse Sóstenes Cavalcante.
A postura da oposição, no entanto, gerou embates entre outros líderes, que reclamaram que a Câmara, ao não dar guarida à CPI, vai perder protagonismo diante das investigações.




























