Marcela Mattos
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Coluna da Marcela

Pós-graduada em Relações Governamentais, Marcela Mattos construiu a carreira na cobertura política. Trabalhou na Revista Veja, acompanhando o Congresso Nacional e o poder em Brasília, além de passar pelo g1, TV Globo e Correio Braziliense.

Política

Ministro defende que ato pelo 8 de janeiro tenha defesa da soberania como "complemento"

Guilherme Boulos, que chefia a Secretaria-Geral da Presidência, avalia que tema volta a ganhar força após ataques dos Estados Unidos à Venezuela

Imagem da noticia Ministro defende que ato pelo 8 de janeiro tenha defesa da soberania como "complemento"
Ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência | Divulgação/Igor Graccho
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirma que temas como a soberania e a defesa da paz serão incorporados à cerimônia que marcará os três anos dos ataques do 8 de janeiro, quando as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal foram invadidas e depredadas.

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O ato está marcado para a manhã da próxima quinta-feira (8) e ocorrerá no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Depois, o evento se estenderá para a área externa da sede presidencial, quando militantes também devem participar.

Os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, que renderam a prisão do ditador Nicolás Maduro no último sábado (3), devem dar um novo peso ao evento. Nas duas cerimônias anteriores, os discursos ficaram centralizados principalmente na defesa da democracia e contrários à anistia aos envolvidos nos ataques.

Em nota, Boulos afirma que “o centro do ato de 8 de janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo”. “É o primeiro 8 de janeiro após a condenação e prisão dos criminosos golpistas”, afirma.

“Agora, é evidente que os temas da soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos Estados Unidos e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. E essa defesa estará presente no ato do 8 de janeiro”, reforça o ministro.

O presidente Lula passou a endossar o discurso da soberania quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções ao governo e ao Judiciário brasileiro. Pesquisas de opinião indicaram que o mote tem grande aceitação popular.

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