Vorcaro mandou fazer dossiê de CEO do Itaú e esposa, diz PF
Então banqueiro disse que Milton Maluhy Filho estava “causando muito problema”; documento foi produzido por Thiago Miranda, alvo de buscas nesta quinta
SBT News
09/07/2026, 21:22 • Atualizado em 09/07/2026, 21:22
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Milton Maluhy virou CEO do Itaú em fevereiro de 2021 | Reprodução
A 10ª fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (9) contra o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MiThi, mostra que um dos alvos do grupo comandado pelo então banqueiro Daniel Vorcaro foi o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy.
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A informação consta em troca de mensagens obtidas pela PF em um dos celulares periciados de Vorcaro e foi relatada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou operação de busca e apreensão em locais ligados ao publicitário.
Conforme a investigação, Miranda atuava a mando do ex-dono do Master para levantar informações confidenciais sobre adversários e potenciais obstáculos aos seus interesses. Em uma das mensagens, Vorcaro pede ao publicitário para colher dados de Maluhy. “Está me causando muito problema. Me ajuda nisso?”, pediu Vorcaro. “Deixa comigo", respondeu Miranda na sequência.
Conforme a PF, o publicitário informou em conversa posterior que já havia coletado as informações de interesse sobre o CEO, mas que falaria com Vorcaro depois do Carnaval e soltaria as informações “por outro veículo". A PF não informa qual foi a data da troca de mensagens e nem esclarece o que Miranda se referia ao falar sobre “outro veículo".
O dossiê continha informações patrimoniais e pessoais de Milton Maluhy e Camila Moretti e trazia elementos indicativos de que havia sido produzido, editado ou circulado na agência de Miranda. Segundo a corporação, havia também um aviso no documento mostrando que se tratavam de “informações confidenciais".
Em fevereiro deste ano, Maluhy afirmou em evento do Itaú que o sistema financeiro deveria tomar o episódio do Master como exemplo a ser evitado futuramente. "Tenho a impressão de que o que acabou acontecendo é que os interesses próprios vieram na frente dos interesses do sistema, nesse caso”, disse na ocasião.
Procurada pelo SBT News, a assessoria do Itaú disse que não comentará o caso.
Compliance Zero
A investigação desta quinta apura a atuação de um núcleo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teria sido criado para proteger os interesses do Banco Master, manipular a opinião pública e intimidar concorrentes e pessoas ligadas ao comando do Banco Central.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília contra Thiago Miranda. A decisão permitiu a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, celulares, computadores, registros contábeis, contratos, valores em espécie, além do acesso a dados armazenados em nuvem relacionados aos investigados, desde que vinculados ao objeto da investigação.
O que diz a defesa de Thiago Miranda?
A defesa de Thiago Miranda divulgou nota na qual nega as suspeitas apontadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero e afirma que o empresário não praticou qualquer ato ilegal.
"Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros", disse a defesa.
Vorcaro mandou fazer dossiê de CEO do Itaú e esposa, diz PFEntão banqueiro disse que Milton Maluhy Filho estava “causando muito problema”; documento foi produzido por Thiago Miranda, alvo de buscas nesta quinta
Política2026-07-09T21:22:48.514ZA 10ª fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (9) contra o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MiThi, mostra que um dos alvos do grupo comandado pelo então banqueiro Daniel Vorcaro foi o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. A informação consta em troca de mensagens obtidas pela PF em um dos celulares periciados de Vorcaro e foi relatada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou operação de busca e apreensão em locais ligados ao publicitário. Conforme a investigação, Miranda atuava a mando do ex-dono do Master para levantar informações confidenciais sobre adversários e potenciais obstáculos aos seus interesses. Em uma das mensagens, Vorcaro pede ao publicitário para colher dados de Maluhy. “Está me causando muito problema. Me ajuda nisso?”, pediu Vorcaro. “Deixa comigo", respondeu Miranda na sequência. Conforme a PF, o publicitário informou em conversa posterior que já havia coletado as informações de interesse sobre o CEO, mas que falaria com Vorcaro depois do Carnaval e soltaria as informações “por outro veículo". A PF não informa qual foi a data da troca de mensagens e nem esclarece o que Miranda se referia ao falar sobre “outro veículo". O dossiê continha informações patrimoniais e pessoais de Milton Maluhy e Camila Moretti e trazia elementos indicativos de que havia sido produzido, editado ou circulado na agência de Miranda. Segundo a corporação, havia também um aviso no documento mostrando que se tratavam de “informações confidenciais". Em fevereiro deste ano, Maluhy afirmou em evento do Itaú que o sistema financeiro deveria tomar o episódio do Master como exemplo a ser evitado futuramente. "Tenho a impressão de que o que acabou acontecendo é que os interesses próprios vieram na frente dos interesses do sistema, nesse caso”, disse na ocasião. Procurada pelo SBT News, a assessoria do Itaú disse que não comentará o caso. Compliance Zero A investigação desta quinta apura a atuação de um núcleo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teria sido criado para proteger os interesses do Banco Master, manipular a opinião pública e intimidar concorrentes e pessoas ligadas ao comando do Banco Central. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília contra Thiago Miranda. A decisão permitiu a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, celulares, computadores, registros contábeis, contratos, valores em espécie, além do acesso a dados armazenados em nuvem relacionados aos investigados, desde que vinculados ao objeto da investigação. O que diz a defesa de Thiago Miranda? A defesa de Thiago Miranda divulgou nota na qual nega as suspeitas apontadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero e afirma que o empresário não praticou qualquer ato ilegal. "Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros", disse a defesa.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/vorcaro-mandou-fazer-dossie-de-ceo-do-itau-e-esposa-diz-pf