Jordy mira vaga que era de Castro na briga pelo Senado no RJ
Deputado do PL disse que é candidato natural do partido ao Senado desde antes da operação contra ex-governador e que indefinição ajuda vitória de Paes
Anita Prado, Victor Schneider
09/07/2026, 20:19 • Atualizado em 09/07/2026, 20:19
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Em meio à indefinição sobre os dois nomes que o PL escolherá para apoiar ao Senado no Rio de Janeiro, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) deixou claro em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (9) que se coloca como candidato natural à vaga desde antes do imbróglio envolvendo o ex-governador Cláudio Castro, que desistiu da disputa após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) em maio por suspeita de envolvimento em fraudes bilionárias junto ao Banco Master no âmbito da Rioprevidência.
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Jordy disse que, apesar de serem do mesmo partido, nunca foi aliado de Castro. “Estou batendo desde sempre que essa vaga não deveria ser dele, deveria ser minha há muito tempo. Inclusive, eu digo que ele deve ser investigado sim por envolvimento com o escândalo do Banco Master. Eu sempre falei isso. Eu sou autor da CPMI do Banco Master", destacou.
Com Castro fora da disputa, o PL ensaiou lançar o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, ao Senado na chapa do deputado estadual Douglas Ruas, cotado a governador. Mas a composição se desfez na terça (7) depois que Canella foi preso na sequência de operação da PF que encontrou um fuzil irregular em seu carro durante diligências da Operação Unha e Carne, que mira um esquema de lavagem de dinheiro no Rio com a participação de políticos e empresários envolvendo postos de combustível.
Jordy avaliou que a pré-candidatura de Douglas Ruas está sendo prejudicada pela ligação com Castro e “apodrecendo a imagem do PL”, abrindo caminho para uma vitória sem obstáculos de Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio, apoiado pelo Palácio do Planalto.
Ruas têm esbarrado na resistência do Supremo Tribunal Federal (STF) em permitir que assuma o governo interinamente. Decisões liminares mantiveram no cargo o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que assumiu com a vacância concomitante das cadeiras de governador, vice e de presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A retomada do julgamento que decidirá se a eleição-tampão no Rio será direta (com votação popular) ou indireta (por escolha da Alerj, o que favorece Douglas Ruas) ficou para 19 de agosto, pouco mais de um mês antes da eleição formal de outubro. O ministro Flávio Dino pediu vistas em abril e segurou o processo por dois meses.
Jordy também disse que Couto tem servido como preposto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para dificultar um crescimento do PL no estado, diante da falta de definição sobre a chapa fluminense. “Ricardo Couto está trabalhando para Lula para fazer esse cenário que nós temos muita dificuldade de conseguir avançar e ainda tem essas outras operações em paralelo para tentar arrebentar com a nossa campanha", afirmou.
Jordy mira vaga que era de Castro na briga pelo Senado no RJDeputado do PL disse que é candidato natural do partido ao Senado desde antes da operação contra ex-governador e que indefinição ajuda vitória de Paes
Política2026-07-09T20:19:10.371ZEm meio à indefinição sobre os dois nomes que o PL escolherá para apoiar ao Senado no Rio de Janeiro, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) deixou claro em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (9) que se coloca como candidato natural à vaga desde antes do imbróglio envolvendo o ex-governador Cláudio Castro, que desistiu da disputa por suspeita de envolvimento em fraudes bilionárias junto ao Banco Master no âmbito da Rioprevidência. Jordy disse que, apesar de serem do mesmo partido, nunca foi aliado de Castro. “Estou batendo desde sempre que essa vaga não deveria ser dele, deveria ser minha há muito tempo. Inclusive, eu digo que ele deve ser investigado sim por envolvimento com o escândalo do Banco Master. Eu sempre falei isso. Eu sou autor da CPMI do Banco Master", destacou. Com Castro fora da disputa, o PL ensaiou lançar o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, ao Senado na chapa do deputado estadual Douglas Ruas, cotado a governador. Mas a composição se desfez na terça (7) depois que durante diligências da Operação Unha e Carne, que mira um esquema de lavagem de dinheiro no Rio com a participação de políticos e empresários envolvendo postos de combustível. Jordy avaliou que a pré-candidatura de Douglas Ruas está sendo prejudicada pela ligação com Castro e “apodrecendo a imagem do PL”, abrindo caminho para uma vitória sem obstáculos de Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio, apoiado pelo Palácio do Planalto. Ruas têm esbarrado na resistência do Supremo Tribunal Federal (STF) em permitir que assuma o governo interinamente. Decisões liminares mantiveram no cargo o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que assumiu com a vacância concomitante das cadeiras de governador, vice e de presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A retomada do julgamento que decidirá se a eleição-tampão no Rio será direta (com votação popular) ou indireta (por escolha da Alerj, o que favorece Douglas Ruas) ficou para 19 de agosto, pouco mais de um mês antes da eleição formal de outubro. O ministro Flávio Dino pediu vistas em abril e segurou o processo por dois meses. Jordy também disse que Couto tem servido como preposto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para dificultar um crescimento do PL no estado, diante da falta de definição sobre a chapa fluminense. “Ricardo Couto está trabalhando para Lula para fazer esse cenário que nós temos muita dificuldade de conseguir avançar e ainda tem essas outras operações em paralelo para tentar arrebentar com a nossa campanha", afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/jordy-mira-vaga-de-castro-e-acusa-couto-de-estar-com-lula