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Venezuela enfrenta risco sanitário após terremotos, diz OPAS

Superlotação, falta de água potável e interrupção dos serviços de saúde preocupam a organização após os tremores que deixaram mais de 3,5 mil mortos

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SBT News, com informações da Reuters
09/07/2026, 19:20 • Atualizado em 09/07/2026, 19:20
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Pessoas em abrigo temporário após terremotos na Venezuela. | REUTERS/Maxwell Briceno

Pessoas em abrigo temporário após terremotos na Venezuela. | REUTERS/Maxwell Briceno

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou nesta quinta-feira (9) que os maiores riscos à saúde após os terremotos que atingiram a costa norte da Venezuela no fim de junho já não estão apenas relacionados aos ferimentos provocados pelos tremores, mas também às condições enfrentadas pelos sobreviventes.

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Segundo o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, a emergência entra agora em uma nova fase, marcada pela necessidade de manter o atendimento médico, recuperar os serviços de saúde e evitar surtos de doenças.

"Nas próximas semanas, os maiores riscos para a saúde podem decorrer não apenas dos ferimentos causados ​​pelos terremotos, mas também da interrupção dos serviços de saúde, da superlotação, das deficiências no abastecimento de água e saneamento e do acesso reduzido à vacinação e aos cuidados de rotina", afirmou.

🔎 Dois fortes terremotos atingiram a costa norte da Venezuela em 24 de junho, provocando uma das maiores tragédias da história recente do país. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, os tremores deixaram 3.811 mortos, 16.740 feridos e milhares de desabrigados, além de causar graves danos à infraestrutura, incluindo hospitais, escolas, rodovias e redes de abastecimento de água e energia.

De acordo com a organização, hospitais continuam funcionando, mas muitos operam com danos estruturais, capacidade reduzida para cirurgias e exames e acúmulo de procedimentos pendentes.

A OPAS informou ainda que trabalha em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela para reforçar a vigilância epidemiológica e monitorar possíveis surtos de doenças respiratórias e gastrointestinais, especialmente nos abrigos que recebem milhares de pessoas desalojadas pelos terremotos.

Outro ponto de preocupação é a vacinação. Barbosa destacou que a cobertura vacinal na Venezuela já estava abaixo do recomendado antes do desastre e que a continuidade das campanhas de imunização será fundamental para evitar novas emergências sanitárias.

O diretor de Emergências em Saúde da OPAS, Ciro Ugarte, afirmou que a resposta também enfrenta dificuldades devido aos problemas estruturais do sistema de saúde venezuelano, agravados pela migração de profissionais nos últimos anos. Segundo ele, após os terremotos, foi necessário improvisar espaços para atender pacientes com traumas e casos de emergência devido à insuficiência da rede hospitalar.

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