Política

Justiça mantém prisão e Márcio Canella vai para Bangu 8

Ex-prefeito de Belford Roxo foi preso em flagrante na terça (7) após operação da PF encontrar fuzil e munições em situação irregular

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Anita Prado
Márcio Canella foi prefeito de Belford Roxo e deputado estadual do Rio | Alerj

Márcio Canella foi prefeito de Belford Roxo e deputado estadual do Rio | Alerj

A Justiça do Rio de Janeiro manteve nesta quarta-feira (8) a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, preso em flagrante na terça (7) por posse ilegal de um fuzil durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal (PF), após audiência de custódia.

Recentemente, Canella deixou a Prefeitura de Belford Roxo para disputar uma vaga no Senado, movimento que teve aval do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ). Com a manutenção da prisão, no entanto, a pré-candidatura pode ficar em xeque.

Canella foi transferido do Presídio José Frederico Marques, no bairro de Benfica, para a unidade Pedrolino Werling de Oliveira, popularmente conhecido como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

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Além do fuzil encontrado dentro do carro de Canella, a PF também apreendeu revólveres, pistola, munição e relógios de luxo na residência do político, uma casa em condomínio de luxo na Barra da Tijuca.

Fuzil encontrado com Márcio Canella.jpg
Fuzil encontrado com Márcio Canella.jpg

A Operação Unha e Carne investiga uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Grande Rio de Janeiro para lavar dinheiro.

Além de Canella, que também é presidente estadual do União Brasil, também foram alvos da operação Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio, o inspetor da Polícia Civil, Jukiá Felix Ferreira e Juracy Alves Prudêncio, que já ocupou cargos na administração de Belford Roxo na gestão de Canella.

O grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As investigações também apuram a participação de agentes públicos no esquema.

Como mostrou o SBT News, a operação trouxe complicações para a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Aliados do senador dizem que Canella, que estava confirmado na chapa e que teria a mãe de Flávio como suplente, não tem mais condições de participar da eleição.

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