Ação da PF contra Canella compromete chapa de Flávio no RJ
Aliados do senador acreditam que ex-prefeito de Belford Roxo perdeu condições de se candidatar ao Senado

A sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7), trouxe mais uma incógnita para a chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio de Janeiro.
Aliados acreditam que o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), principal alvo dos investigadores, perdeu as condições de se candidatar ao Senado. Eles ressaltam, no entanto, que a decisão final caberá a federação União Brasil–PP.
Canella era o único nome confirmado na chapa. O outro potencial candidato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, também teve que renunciar as suas ambições ao Senado após ser alvo de sucessivas operações da PF.
O ex-prefeito de Belford Roxo havia anunciado Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro, como sua suplente. Aliados minimizam a proximidade entre Flávio e Canella e dizem que a relação era apenas “política”. Dizem que foi Canella quem pediu que Rogéria fosse a suplente para reforçar sua posição de direita.
Ex-presidente do antigo PSL, antes da fusão com o DEM para a formação do União Brasil, Canella organizou a último evento de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Foi uma carreta de Belford Roxo até São João de Meriti.
A investigação da PF apura um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 7,6 milhões nos últimos 6 anos por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana no Rio de Janeiro.
























