07/07/2026, 21:12 • Atualizado em 07/07/2026, 21:12
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Simone Tebet | Reprodução
Aliada do governo Lula e pré-candidata ao Senado pelo PSB de São Paulo, a ex-senadora Simone Tebet se solidarizou, nesta terça-feira (7), com Michelle Bolsonaro, após a ex-primeira-dama publicar um vídeo no qual disse ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidado do PL à Presidência. Além de repudiar qualquer tipo de violência contra mulheres - sejam de esquerda, centro ou direita -, a ex-ministra disse não se surpreender com o episódio que envolve apoiadores de Jair Bolsonaro.
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"Não é surpresa esse ataque a ela, porque vem da extrema direita todos os discursos de ódio, de misoginia, de discriminação contra as mulheres", disse a candidata, em entrevista ao Central de Notícias, no SBT News. "Mas a grande realidade é que essa violência contra a mulher cresceu muito ao longo dos últimos 4 anos no governo passado, do marido dela, porque sempre estimularam esse discurso. O próprio marido dela", afirmou.
Simone Tebet citou episódios passados em que ela mesma foi vítima de violência política ao integrar a 'CPI da Covid', ainda no governo Bolsonaro. Segundo a ex-ministra de Lula, integrantes da gestão de de Jair Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro, filho do presidente, teriam praticado ataques machistas contra ela . "Isso é público, tem vídeo aí do Flávio no meu ouvido em relação à nossa conduta, né? O fato de ser mulher já parece que cria uma certa resistência deles", argumentou.
Questionada se acredita em um 'descolamento' de Michelle Bolsonaro da extrema-direita, e se a ex-primeira-dama poderia caminhar para o centro, Simone Tebet afirmou não acreditar nessa possibilidade.
"Você não consegue ser aquilo que você não é. Ela [Michelle] tem um perfil realmente mais focado à extrema direita. Isso não significa, muito pelo contrário, que ela mereça receber qualquer tipo de violência", frisou a candidata, citando a religião e o conservadorismo da ex-primeira-dama.
Mas, para a candidata do PSB, esse cenário ainda deve se alterar em favor da "chapa feminina" formada por Marina e Tebet, já que "o eleitorado está absolutamente cansado" da polarização no país. Neste sentido, Simone defendeu que candidatos como ela, com viés de centro, tendem a se beneficiar.
"Eu acho que isso favorece candidatos de centro como eu, que tem a capacidade de dialogar tanto com a centro-direita, porque eu sou mais liberal na pauta econômica, COMO em relação à centro-esquerda e a esquerda, e porque eu sou mais progressista na pauta de costumes", argumentou.
Tebet disse também não acreditar na transferência de votos do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a candidatos bolsonaristas para o Senado.
"O ex-presidente Bolsonaro em 2022 era uma grande liderança que tinha capacidade de transferir votos, a ponto inclusive de eleger o atual governador de São Paulo. Mas eu não vejo a Tarcísio tendo se firmado como essa liderança política eleitoral, no sentido popular, a ponto de fazer esse tipo de transferência", avalia Tebet, que conta com a benção de geraldo Alckmin para conquistar o eleitor paulista.
Pesquisa de intenção de votos
O levantamento feito pelo Datafolha, divulgado nesta terça, mostra que a disputa para o Senado em São Paulo está embaralhada: Marina Silva aparece com 18% das intenções de voto, numericamente à frente de Simone Tebet, que tem 16% das intenções de voto. Considerando a margem de erro, no entanto, as duas estariam empatadas.
Ricardo Salles (Novo) aparece na pesquisa com 13% das intenções de coto, ou seja, em empate técnico com Simone Tebet.
Na pesquisa espontânea, 81% dos eleitores disseram que não sabem em quem vão votar para o Senado em São Paulo, o que pode alterar o cenário.
A pesquisa Datafolha foi realizado de 1º a 3 de julho, com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios paulistas, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrada no Tribunal Superior Eeleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
Tebet: ataques contra Michelle vêm da misoginia da direitaEx-ministra de Lula e pré-candidata ao Senado se solidariza com ex-primeira-dama, mas diz que ataques não surpreendem: "vem da extrema-direita"Política2026-07-07T21:12:53.514ZAliada do governo Lula e pré-candidata ao Senado pelo PSB de São Paulo, a ex-senadora Simone Tebet se solidarizou, nesta terça-feira (7), com Michelle Bolsonaro, após a ex-primeira-dama publicar um vídeo no qual disse ter sido (RJ), pré-candidado do PL à Presidência. Além de repudiar qualquer tipo de violência contra mulheres - sejam de esquerda, centro ou direita -, a ex-ministra disse não se surpreender com o episódio que envolve apoiadores de Jair Bolsonaro. "Não é surpresa esse ataque a ela, porque vem da extrema direita todos os discursos de ódio, de misoginia, de discriminação contra as mulheres", disse a candidata, em entrevista ao Central de Notícias, no SBT News. "Mas a grande realidade é que essa violência contra a mulher cresceu muito ao longo dos últimos 4 anos no governo passado, do marido dela, porque sempre estimularam esse discurso. O próprio marido dela", afirmou. Simone Tebet citou episódios passados em que ela mesma foi vítima de violência política ao integrar a 'CPI da Covid', ainda no governo Bolsonaro. Segundo a ex-ministra de Lula, integrantes da gestão de de Jair Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro, filho do presidente, teriam praticado ataques machistas contra ela . "Isso é público, tem vídeo aí do Flávio no meu ouvido em relação à nossa conduta, né? O fato de ser mulher já parece que cria uma certa resistência deles", argumentou. Questionada se acredita em um 'descolamento' de Michelle Bolsonaro da extrema-direita, e se a ex-primeira-dama poderia caminhar para o centro, Simone Tebet afirmou não acreditar nessa possibilidade. "Você não consegue ser aquilo que você não é. Ela [Michelle] tem um perfil realmente mais focado à extrema direita. Isso não significa, muito pelo contrário, que ela mereça receber qualquer tipo de violência", frisou a candidata, citando a religião e o conservadorismo da ex-primeira-dama. Disputa ao Senado Simone Tebet é . Ela aparece tecnicamante empatada com Marina Silva (Rede) nas intenções de voto computadas pelo . Segundo o levantamento, na margem de erro (2 pontos percentuais), a ex-ministra também estaria empatada com Ricardo Salles (Novo). Mas, para a candidata do PSB, esse cenário ainda deve se alterar em favor da "chapa feminina" formada por Marina e Tebet, já que "o eleitorado está absolutamente cansado" da polarização no país. Neste sentido, Simone defendeu que candidatos como ela, com viés de centro, tendem a se beneficiar. "Eu acho que isso favorece candidatos de centro como eu, que tem a capacidade de dialogar tanto com a centro-direita, porque eu sou mais liberal na pauta econômica, COMO em relação à centro-esquerda e a esquerda, e porque eu sou mais progressista na pauta de costumes", argumentou. Tebet disse também não acreditar na transferência de votos do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a candidatos bolsonaristas para o Senado. "O ex-presidente Bolsonaro em 2022 era uma grande liderança que tinha capacidade de transferir votos, a ponto inclusive de eleger o atual governador de São Paulo. Mas eu não vejo a Tarcísio tendo se firmado como essa liderança política eleitoral, no sentido popular, a ponto de fazer esse tipo de transferência", avalia Tebet, que conta com a benção de geraldo Alckmin para conquistar o eleitor paulista. Pesquisa de intenção de votos O levantamento feito pelo Datafolha, divulgado nesta terça, mostra que a disputa para o Senado em São Paulo está embaralhada: Marina Silva aparece com 18% das intenções de voto, numericamente à frente de Simone Tebet, que tem 16% das intenções de voto. Considerando a margem de erro, no entanto, as duas estariam empatadas. Ricardo Salles (Novo) aparece na pesquisa com 13% das intenções de coto, ou seja, em empate técnico com Simone Tebet. Na pesquisa espontânea, 81% dos eleitores disseram que não sabem em quem vão votar para o Senado em São Paulo, o que pode alterar o cenário. A pesquisa Datafolha foi realizado de 1º a 3 de julho, com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios paulistas, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrada no Tribunal Superior Eeleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tebet-michelle-sofre-odio-incentivado-por-governo-bolsonaro
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