Defesa de Bolsonaro diz que arma perdida é a mesma da blitz
Advogados informaram a Moraes paradeiro de pistola e espingarda que não haviam sido entregues à PF pelo Exército
José Matheus Santos, Victor Schneider
07/07/2026, 21:02 • Atualizado em 07/07/2026, 21:07
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Gustavo Moreno/STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que as duas armas pendentes de entrega à Polícia Federal (PF)tiveram sua localização identificada.
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Inicialmente, os advogados haviam informado que oito armas registradas em nome do ex-presidente estavam com o Exército – porém, após fazer a entrega de seis armamentos, o Exército informou na segunda (6) que uma espingarda e uma pistola calibre 9 mm não foram identificadas nas dependências de seu arsenal.
Conforme a defesa, o erro decorreu de uma falha no registro de identificação da pistola Glock. O armamento, na realidade, é o mesmo já apreendido durante a blitz que desencadeou a ordem de recolhimento das armas de Bolsonaro. A pistola está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Já a espingarda da marca Maestro está no Rio Grande do Sul e nunca chegou a ser coletada junto à empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos porque foi recebida como presente.
“Diante desse esclarecimento, submete-se à apreciação de Vossa Excelência a definição da providência mais adequada para viabilizar a entrega da referida arma à Superintendência Regional da Polícia Federal competente, tendo em vista que o armamento permanece sob a guarda de terceiro, podendo, caso assim entenda pertinente, ser oficiada a empresa acima identificada para confirmar a custódia do armamento e promover sua apresentação às autoridades indicadas", disseram os advogados.
O esclarecimento retifica a informação inicial de que Bolsonaro tinha 11 armamentos registrados em seu nome – na realidade, conforme a defesa, são 10. Desses, seis foram entregues pelo Exército, dois já haviam sido recolhidos anteriormente por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) e um foi apreendido durante uma blitz em Brasília junto a um militar que atua na segurança do ex-presidente.
Foi justamente este último episódio que levou Moraes a suspender o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro e determinar a apreensão dos armamentos, que incluem exemplares das marcas Taurus, Glock, Sig Sauer, Arex e Caracal, além de fuzis Springfield e espingardas Maestro e Typhoon.
Após a apreensão da pistola em 15 de junho, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil e admitiu a propriedade e a posse da pistola durante o cumprimento da prisão domiciliar. Ele afirmou que a arma era para defesa pessoal, já que “tinha três mulheres em casa”.
Após pedido de Moraes, a Procuradoria-Geral da República e a defesa de Bolsonaro se manifestaram no processo e afirmaram que o episódio da arma não configuraria falha grave. Moraes decidiu no mesmo sentido.
Defesa de Bolsonaro diz que arma perdida é a mesma da blitzAdvogados informaram a Moraes paradeiro de pistola e espingarda que não haviam sido entregues à PF pelo Exército
Política2026-07-07T21:02:13.566ZA defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tiveram sua localização identificada. Inicialmente, os advogados haviam informado que oito armas registradas em nome do ex-presidente estavam com o Exército – porém, após fazer a entrega de seis armamentos, o Exército informou na segunda (6) que uma espingarda e uma pistola calibre 9 mm não foram identificadas nas dependências de seu arsenal. Conforme a defesa, o erro decorreu de uma falha no registro de identificação da pistola Glock. O armamento, na realidade, é o mesmo já apreendido durante a blitz que desencadeou a ordem de recolhimento das armas de Bolsonaro. A pistola está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. Já a espingarda da marca Maestro está no Rio Grande do Sul e nunca chegou a ser coletada junto à empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos porque foi recebida como presente. “Diante desse esclarecimento, submete-se à apreciação de Vossa Excelência a definição da providência mais adequada para viabilizar a entrega da referida arma à Superintendência Regional da Polícia Federal competente, tendo em vista que o armamento permanece sob a guarda de terceiro, podendo, caso assim entenda pertinente, ser oficiada a empresa acima identificada para confirmar a custódia do armamento e promover sua apresentação às autoridades indicadas", disseram os advogados. O esclarecimento retifica a informação inicial de que Bolsonaro tinha 11 armamentos registrados em seu nome – na realidade, conforme a defesa, são 10. Desses, seis foram entregues pelo Exército, dois já haviam sido recolhidos anteriormente por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) e um foi apreendido durante uma blitz em Brasília junto a um militar que atua na segurança do ex-presidente. Foi justamente este último episódio que levou Moraes a suspender o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro e determinar a apreensão dos armamentos, que incluem exemplares das marcas Taurus, Glock, Sig Sauer, Arex e Caracal, além de fuzis Springfield e espingardas Maestro e Typhoon. Após a apreensão da pistola em 15 de junho, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil e admitiu a propriedade e a posse da pistola durante o cumprimento da prisão domiciliar. Ele afirmou que a arma era para defesa pessoal, já que “tinha três mulheres em casa”. Após pedido de Moraes, a Procuradoria-Geral da República e a defesa de Bolsonaro se manifestaram no processo e afirmaram que o episódio da arma não configuraria falha grave. Moraes decidiu no mesmo sentido. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/defesa-de-bolsonaro-diz-que-arma-perdida-e-a-mesma-da-blitz
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