CPI quebra sigilo de empresa da família Toffoli e convoca irmãos do ministro do STF
Convocação da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, foi vetada pelo presidente da comissão de inquérito
A CPI do Crime Organizado avançou nesta quarta-feira (25) sobre os negócios envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e seus familiares.
Em votação simbólica, foram aprovados requerimentos de convocação de dois irmãos do ministro do Supremo: José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli.
Eles são sócios da Maridt Participações, empresa que vendeu uma cota no resort Tayayá a um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em meio ao processo de suspeição da relatoria da investigação sobre o Master, o ministro Toffoli acabou admitindo também integrar o quadro societário da Maridt.
Também foi aprovada a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt. O avanço sobre a empresa da família Toffoli foi considerado o principal trunfo entre os senadores que integram a comissão para que sejam tornados públicos os valores das transações envolvendo a Maridt e o fundo ligado ao Master.
Havia também a previsão da convocação do próprio ministro do STF, mas o pedido acabou sendo transformado em convite, quando a presença não é obrigatória.
Em uma frente para tentar frear o avanço das apurações sobre ministros do Supremo, lideranças governistas entraram em campo com um pacote de requerimentos que miraram a oposição. Na avaliação de integrantes da CPI, a medida visava, na prática, atrapalhar a votação dos requerimentos ou impedir que, diante de tantos pedidos, eles não sejam efetivos.
Foram acatados os pedidos dos senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) pela convocação de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia durante o governo Bolsonaro, e João Roma, ex-ministro da Cidadania também da gestão passada.
Foi retirado de pauta, por outro lado, o pedido de convocação de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, cujo escritório de advocacia firmou um contrato com o banco no valor de R$ 129 milhões.
O requerimento foi rejeitado pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), usando como base um parecer da Advocacia do Senado que apontou para a necessidade de haver nexo causal entre a convocação e o fato investigado.
Foi aprovado, no lugar, um convite para a oitiva de Viviane de Barci e do próprio ministro Alexandre de Moraes.















































