Quem defende a escala 4x3 vai votar na 5x2, diz Leo Prates
Relator da proposta sobre o fim da escala 6x1 afirmou que há consenso no Congresso pela redução da jornada de trabalho, apesar das divergências entre modelos

Relator da PEC da 6x1 na comissão especial da Câmara, Leo Prates (Republicanos-BA) | Divulgação/Vinicius Loures/Câmara
O relator da proposta que acaba com a escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou ao SBT News nesta quarta-feira (27) que parlamentares favoráveis à jornada de trabalho 4x3 também devem apoiar o modelo 5x2 previsto no relatório em análise na Câmara. Segundo ele, as duas propostas têm os mesmos princípios de redução da jornada e ampliação da qualidade de vida dos trabalhadores.
"A divergência hoje é se é 4x3 ou 5x2. Então quem defende a 4x3, vai votar na 5x2 por princípio", declarou o deputado ao comentar a mudança de posição do Partido Liberal (PL) sobre o tema.
O PL passou a defender a adoção da jornada 4x3 na discussão sobre o fim da escala 6x1. A proposta relatada por Leo Prates prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso, no modelo 5x2.
A proposta original da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) previa quatro dias de trabalho e três de folga. O destaque apresentado pelo PL na comissão especial que debate o tema tenta retomar esse formato.
Leo Prates afirmou que recebeu com satisfação o apoio do partido à pauta. O parlamentar disse ainda que conversou com o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e destacou que, apesar das diferenças sobre o modelo ideal, há consenso em torno da necessidade de reduzir a jornada de trabalho. "Dar mais tempo o trabalhador é isso que está em jogo. Dar mais qualidade de vida para as mulheres e para as famílias", disse.
Sobre a votação em plenário, prevista para esta semana, Leo Prates afirmou estar otimista e acreditar em um "resultado histórico". Segundo ele, a discussão representa uma mudança histórica nas relações de trabalho e pode garantir mais tempo para as famílias brasileiras.
O deputado também comentou a tramitação da proposta no Senado e afirmou já ter conversado institucionalmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele disse ainda que pretende colaborar com os debates na Casa.














