Erika Hilton: apoio do PL à escala 4x3 é uma manobra covarde
Relatora de uma das PECs para o fim da 6x1 disse que o partido quer prejudicar a votação do texto e que não há tempo de mudar o acordo pela 5x2

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) disse nesta quarta-feira (27) que a mudança de posicionamento do PL em prol da aprovação do fim da escala 6x1 é uma “manobra covarde e mentirosa” do partido e que visa prejudicar a análise do texto.
Hilton é relatora de uma das PECs em discussão na Comissão Especial, cujo texto original previa a adoção de escala 4x3 e da carga horária de 36 horas, como agora defende a oposição. O acordo fechado entre o governo Lula (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta, porém, determina a implantação da 5x2 com 40 horas de trabalho.
Segundo a deputada, não há tempo hábil para que o texto seja modificado e passe a determinar a 4x3. Os trabalhos da comissão se encerram nesta quarta com a votação do parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
“Se hoje nós não estamos votando um texto que fala sobre 4x3 é porque eles [oposição] ocuparam os plenários, as redes, para dizer que o fim da escala 6x1 era um absurdo. Para dizer que o trabalhador não merecia descanso. Para mentir para os trabalhadores, dizendo que haveria repasse dos valores, haveria diminuição dos postos de trabalho, haveria queda no PIB", declarou a parlamentar do PSOL.
“Agora, para tentar prejudicar o processo de votação, desenterram isso para enganar o trabalhador brasileiro. Porque sabem que daqui para amanhã nós não temos condições de refazer aquilo que já está acordado", completou.
Erika Hilton disse que seguirá defendendo a escala de quatro dias de trabalho e 3 folgas semanais, pois acredita que “a economia está madura”, mas que o objetivo do colegiado é avançar com a aprovação do texto como acordado com o Planalto.
Se aprovado na Comissão Especial, a PEC seguirá para o plenário da Câmara, onde deve ser votada ainda nesta semana. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa receber o aval de dois terços (308) dos deputados em dois turnos. Em seguida, a medida vai à votação no Senado.














