Ex-ministra britânica pode ter sido achada 24h após morte
Ann Widdecombe, de 78 anos, apresentava ferimentos graves quando foi encontrada morta em sua casa no sudoeste da Inglaterra nesta semana
Sofia Pilagallo
11/07/2026, 18:57 • Atualizado em 11/07/2026, 19:01
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Ex-ministra britânica Ann Widdecombe | Foto: Reuters/Foto de arquivo
A polícia acredita que a ex-ministra britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, encontrada morta nesta quinta-feira (9), pode ter morrido até 24 horas antes de ser localizada. Ela apresentava ferimentos graves quando foi encontrada por equipes de emergência em sua casa, na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra. As informações são do jornal "The Guardian".
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Em atualização divulgada na tarde deste sábado (11), a polícia informou trabalhar com a hipótese de que Widdecombe tenha sido atacada na quarta-feira, por volta das 12h30 (horário local; 8h30 em Brasília). O corpo foi encontrado na manhã seguinte, às 11h40 (horário local; 7h40 em Brasília).
Um homem de 26 anos, preso na sexta-feira (10) durante a investigação, foi libertado sem acusações neste sábado (11) e não é mais considerado suspeito. O chefe de polícia Matt Longman, da polícia de Devon e Cornwall, afirmou que a morte de Widdecombe continua sendo tratada como suspeita, mas que não há indícios de risco para a população.
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"Nossas investigações estão avançando rapidamente em relação a um suspeito que acreditamos ser um homem branco. Gostaria de pedir a qualquer pessoa que tenha informações sobre este caso, por mais insignificantes que pareçam, que entre em contato conosco", afirmou.
"Nossa prioridade continua sendo identificar os responsáveis e garantir que todas as evidências disponíveis sejam examinadas minuciosamente. Os detetives seguem realizando diligências e permanecemos empenhados em esclarecer todas as circunstâncias do caso", acrescentou.
No fim da tarde deste sábado, a polícia informou que não divulgaria novas informações para evitar prejuízos à investigação. Segundo Longman, novos detalhes serão divulgados quando considerados necessários. Ele também voltou a pedir que a população evite especulações nas redes sociais.
Na sexta-feira, a polícia já havia informado que a morte de Widdecombe não estava sendo tratada como terrorismo e que não havia indícios de motivação política. Longman também pediu respeito à privacidade da família e afirmou que informações, imagens e vídeos sobre o caso podem ser enviados por meio de um portal criado pela polícia ou, de forma anônima, à organização Crimestoppers.
O "The Guardian" apurou que a polícia reconstruiu os últimos movimentos de Widdecombe com a ajuda de produtores de televisão. Ela fez sua última aparição pública na manhã de quarta-feira, em um programa da "TalkTV", no qual elogiou a decisão de Nigel Farage de disputar uma eleição suplementar em Clacton.
Segundo a "ITV News", Widdecombe tinha uma entrevista marcada para as 13h (horário local; 9h em Brasília) com o programa de Matt Allwright, do "Channel 5". Sua última mensagem foi enviada às 12h19 (horário local; 8h19 em Brasília). Após ela deixar de responder a ligações e mensagens, produtores da emissora acionaram seu agente por estranharem seu silêncio.
Neste sábado, as homenagens a Widdecombe continuaram. Seu motorista, Peter Horrell, a descreveu como uma mulher "muito engraçada" e "pé no chão" e afirmou que ela nunca demonstrou preocupação com a própria segurança. Vizinhos também disseram estar chocados com a morte e lembraram a ex-ministra como uma pessoa simpática, bem-humorada e querida pela comunidade.
Ex-parlamentares e aliados também lamentaram a morte. Colega de Widdecombe desde a universidade, Gyles Brandreth afirmou que os dois permaneceram amigos por décadas. Após 23 anos como deputada, ela deixou a Câmara dos Comuns em 2010. Nove anos depois, filiou-se ao partido de Nigel Farage, tornou-se eurodeputada e, mais tarde, porta-voz do Reform UK para imigração e justiça.
Ex-ministra britânica pode ter sido achada 24h após morteAnn Widdecombe, de 78 anos, apresentava ferimentos graves quando foi encontrada morta em sua casa no sudoeste da Inglaterra nesta semanaMundo2026-07-11T18:57:13.776ZA polícia acredita que a ex-ministra britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, , pode ter morrido até 24 horas antes de ser localizada. Ela apresentava ferimentos graves quando foi encontrada por equipes de emergência em sua casa, na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra. As informações são do jornal "The Guardian". Em atualização divulgada na tarde deste sábado (11), a polícia informou trabalhar com a hipótese de que Widdecombe tenha sido atacada na quarta-feira, por volta das 12h30 (horário local; 8h30 em Brasília). O corpo foi encontrado na manhã seguinte, às 11h40 (horário local; 7h40 em Brasília). Um homem de 26 anos, preso na sexta-feira (10) durante a investigação, foi libertado sem acusações neste sábado (11) e não é mais considerado suspeito. O chefe de polícia Matt Longman, da polícia de Devon e Cornwall, afirmou que a morte de Widdecombe continua sendo tratada como suspeita, mas que não há indícios de risco para a população. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "Nossas investigações estão avançando rapidamente em relação a um suspeito que acreditamos ser um homem branco. Gostaria de pedir a qualquer pessoa que tenha informações sobre este caso, por mais insignificantes que pareçam, que entre em contato conosco", afirmou. "Nossa prioridade continua sendo identificar os responsáveis e garantir que todas as evidências disponíveis sejam examinadas minuciosamente. Os detetives seguem realizando diligências e permanecemos empenhados em esclarecer todas as circunstâncias do caso", acrescentou. No fim da tarde deste sábado, a polícia informou que não divulgaria novas informações para evitar prejuízos à investigação. Segundo Longman, novos detalhes serão divulgados quando considerados necessários. Ele também voltou a pedir que a população evite especulações nas redes sociais. Na sexta-feira, a polícia já havia informado que a morte de Widdecombe não estava sendo tratada como terrorismo e que não havia indícios de motivação política. Longman também pediu respeito à privacidade da família e afirmou que informações, imagens e vídeos sobre o caso podem ser enviados por meio de um portal criado pela polícia ou, de forma anônima, à organização Crimestoppers. O "The Guardian" apurou que a polícia reconstruiu os últimos movimentos de Widdecombe com a ajuda de produtores de televisão. Ela fez sua última aparição pública na manhã de quarta-feira, em um programa da "TalkTV", no qual elogiou a decisão de Nigel Farage de disputar uma eleição suplementar em Clacton. Segundo a "ITV News", Widdecombe tinha uma entrevista marcada para as 13h (horário local; 9h em Brasília) com o programa de Matt Allwright, do "Channel 5". Sua última mensagem foi enviada às 12h19 (horário local; 8h19 em Brasília). Após ela deixar de responder a ligações e mensagens, produtores da emissora acionaram seu agente por estranharem seu silêncio. Neste sábado, as homenagens a Widdecombe continuaram. Seu motorista, Peter Horrell, a descreveu como uma mulher "muito engraçada" e "pé no chão" e afirmou que ela nunca demonstrou preocupação com a própria segurança. Vizinhos também disseram estar chocados com a morte e lembraram a ex-ministra como uma pessoa simpática, bem-humorada e querida pela comunidade. Ex-parlamentares e aliados também lamentaram a morte. Colega de Widdecombe desde a universidade, Gyles Brandreth afirmou que os dois permaneceram amigos por décadas. Após 23 anos como deputada, ela deixou a Câmara dos Comuns em 2010. Nove anos depois, filiou-se ao partido de Nigel Farage, tornou-se eurodeputada e, mais tarde, porta-voz do Reform UK para imigração e justiça.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ex-ministra-britanica-pode-ter-sido-achada-24h-apos-morte