PL rejeita aliança ‘por amizade’ em Santa Catarina e senador do PP reage: ‘Cada ação tem reação’
Solução viabiliza uma chapa pura ao Senado e deixa Esperidião Amin, aliado antigo de Bolsonaro, sem espaço

A decisão confirmada por Jair Bolsonaro de lançar uma chapa pura na corrida ao Senado em Santa Catarina pode acabar empurrando um antigo aliado do ex-presidente para uma chapa adversária à do PL.
Em conversa com o senador Carlos Portinho (PL-RJ) na última quarta-feira (18), Bolsonaro chancelou os nomes do filho Carlos Bolsonaro e da deputada Caroline de Toni, ambos do PL, para concorrer às duas vagas no Senado. Eles formarão a chapa com Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição ao governo de Santa Catarina.
A definição rompe um acordo anterior firmado com o senador Esperidião Amin (PP-SC), que tem uma histórica relação de amizade com o ex-presidente. Amin já estava alertado da possibilidade de acabar rifado. “Tem sempre outra chapa, para tudo se terá alternativa. Com uma chapa pura, vai ficar uma porção de partido de fora. A cada ação corresponde uma reação”, disse ao SBT News.
O principal adversário de Jorginho Mello é o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Diante do isolamento, lideranças do Centrão avaliam apoiar a sua candidatura. Na noite desta quinta-feira (19), Amin reforçou em uma rede social que mantém a sua pré-candidatura ao Senado.
Nos bastidores, interlocutores do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) justificam que serão prioridade as candidaturas que tragam mais benefícios ao projeto nacional.
Nas palavras de um articulador de Flávio, a definição das candidaturas não se dará pelo critério da amizade, mas sim pela capacidade de dar condições a Flávio de ganhar a eleição e eleger o maior número de senadores e deputados. As pesquisas de intenção de votos apontam Carol de Toni mais bem colocada nas avaliações, seguida por Carlos e Amin, respectivamente.
Por isso, o PL entrou em campo para demover a iniciativa da deputada de deixar o PL e sair candidata pelo Novo. Também pesou a influência de Michelle Bolsonaro, que chegou a avisar nos bastidores que faria campanha para Carol de Toni mesmo se ela estivesse em outra legenda.












































