Marcela Mattos
Marcela Mattos

Coluna da Marcela

Pós-graduada em Relações Governamentais, Marcela Mattos construiu a carreira na cobertura política. Trabalhou na Revista Veja, acompanhando o Congresso Nacional e o poder em Brasília, além de passar pelo g1, TV Globo e Correio Braziliense.

Política

CPMI do INSS faz acordo e evita quebra de sigilo do Master e de aliados de Lula e Bolsonaro

Comissão avalia que seria necessário restringir as investigações relativas ao banco de Daniel Vorcaro para evitar questionamentos jurídicos

Imagem da noticia CPMI do INSS faz acordo e evita quebra de sigilo do Master e de aliados de Lula e Bolsonaro
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado
Marcela Mattos

Em acordo firmado entre os líderes partidários, a CPMI do INSS não votou nesta quinta-feira (5) uma série de requerimentos que envolviam sócios do Banco Master, ex-ministros de Jair Bolsonaro e pessoas próximas ao presidente Lula.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Ao anunciar a retirada de pauta desses itens, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a medida foi motivada por um “consenso” entre os membros do colegiado. Segundo ele, os requerimentos relativos a familiares do presidente Lula serão votados “na primeira oportunidade”.

Em relação ao Master, foi retirado de pauta um requerimento que quebrava o sigilo do banco nos últimos 10 anos. Viana explicou que o pedido será refeito para restringir a quebra somente aos créditos consignados, foco da investigação, com o objetivo de evitar nulidades em decorrência da ampliação do escopo da apuração.

Também saíram da pauta os requerimentos relacionados a Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Um deles pedia acesso ao depoimento de um ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, que teria relatado à Polícia Federal um pagamento mensal de 300 mil reais ao filho do presidente Lula.

A quebra do sigilo da empresa de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e apontada como intermediária dos repasses, também foi rejeitada. Nesta quinta, o presidente relatou ter tido uma conversa com o filho sobre as investigações.

Os itens que pediam as quebras de sigilo de Onyx Lorenzoni, ex-ministro do Trabalho e Previdência de Jair Bolsonaro, e do filho dele também caíram, bem como o que pedia a prisão preventiva de José Carlos de Oliveira, que ocupou o mesmo posto na gestão passada.

Também não foi votado o pedido de quebra de sigilo de Enrique Lewandowski, filho do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O escritório de advocacia da família firmou um contrato milionário com o Master.

Foram aprovados, por outro lado, as quebras de sigilo de associações e empresas e também de Adroaldo Portal, ex-secretário executivo do Ministério da Previdência que foi alvo de operação da Polícia Federal no fim do ano passado.

Mais da coluna Coluna da Marcela

Publicidade

Publicidade