Flávio confirma ida aos EUA em busca de reverter tarifaço
Senador diz que defenderá exportadores brasileiros em audiência do governo norte-americano marcada para 6 de julho


O senador Flávio Bolsonaro | Bruno Peres/Agência Brasil
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmou nesta terça-feira (23) que viajará aos Estados Unidos para participar da audiência pública que discutirá a possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o objetivo é defender as empresas nacionais e tentar evitar um novo aumento nas taxas de importação.
"Mais uma vez as empresas brasileiras correm risco de serem tarifadas e, no dia 6 de julho, vou aos Estados Unidos para fazer a defesa das nossas empresas para que não sejam, novamente, tarifadas em mais 25% em seus produtos exportados", afirmou.
O senador deu as declarações durante a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte) 2026, realizada em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também participou do evento.
A audiência pública será realizada em Washington pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), órgão ligado à Casa Branca, antes da decisão final do governo norte-americano sobre o chamado tarifaço.
Flávio solicitou formalmente ao USTR autorização para participar da audiência. Na carta enviada ao órgão, afirmou que pretende "testemunhar contra as tarifas e a favor de uma solução negociada". O senador também declarou que se opõe a qualquer medida contra o Pix.
No pedido, Flávio solicita cinco minutos para se manifestar, tempo padrão concedido aos participantes dessas audiências. Ele informa que pretende falar na condição de senador da República e candidato à Presidência.
A viagem ocorre após acusações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que Flávio e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, teriam incentivado autoridades norte-americanas a adotar tarifas adicionais contra produtos brasileiros durante visitas aos Estados Unidos e conversas com o presidente Donald Trump.















