'Se quiser ser candidato, Moro tem que sair’, diz tesoureiro do PP, que organiza reunião com caciques para barrar ex-juiz
Ricardo Barros atua para que Sérgio Moro não seja candidato ao governo do Paraná pela federação União Progressista

Tesoureiro do Progressistas, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) está organizando uma reunião com caciques partidários para uma nova rodada de conversas sobre a candidatura do senador Sergio Moro (União-PR) ao governo do Paraná.
Barros é uma das principais vozes contrárias à disputa de Moro ao Palácio Iguaçu. Em dezembro, o diretório paranaense do PP vetou, de maneira unânime, o nome do ex-juiz da Lava-Jato.
Ainda não houve, porém, uma definição da cúpula do União Progressistas, federação em gestação formada pelo PP de Ricardo Barros e pelo União de Sergio Moro. O tesoureiro do PP planeja reunir nesta quarta-feira (25) os dirigentes Antônio Rueda (UB) e Ciro Nogueira (PP), além do próprio Moro, em busca de uma definição.
Moro lidera as pesquisas de intenção de votos, mas a sua candidatura acabou gerando divisões internas na federação, que avalia caminhar ao lado de um nome indicado pelo atual governador, Ratinho Júnior (PSD), ou lançar candidatura própria.
“Não tem nada que o Moro possa nos dar. Ele não tem habilidade de agregar as pessoas. Então, se ele tem uma expectativa contrária, é só dele. E se quiser ser candidato, tem que sair da federação”, afirmou ao SBT News.
Procurado, Moro informou que não iria comentar as declarações de Ricardo Barros. Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, o senador afirmou que articula para obter o apoio da federação. “Acho difícil um partido não apoiar o nome que está disparado na frente”, afirmou.
Como alternativa ao União Brasil, já foi ventilada uma possível filiação de Moro ao PL, o que ajudaria a dar um palanque a Flávio Bolsonaro no Paraná. Dentro da legenda de Jair Bolsonaro, no entanto, também há resistências à filiação do ex-chefe da Lava Jato.













































