Caso Master: CPI tentará convocar mulher de Moraes na próxima semana
Relator da comissão que apura o crime organizado quer ouvir Viviane de Barci sobre o contrato de R$ 129 milhões firmado com o banco de Daniel Vorcaro

A CPI do Crime Organizado tentará votar depois do feriado de Carnaval uma série de requerimentos com o objetivo de avançar nas investigações do Banco Master. Entre as propostas, está um pedido de convocação para que a advogada Viviane de Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, preste depoimento aos senadores.
A sessão de votações está agendada para o próximo dia 25. O requerimento que mira Viviane de Barci foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão de inquérito. No pedido, o parlamentar destaca o contrato de R$ 129 milhões firmado entre a advogada e o Banco Master e sugere haver indícios de que a contratação “possa constituir um negócio jurídico simulado”.
Por ser no formato de convocação, e não um convite, Viviane estaria obrigada a comparecer caso o pedido seja aprovado pela comissão.
O contrato firmado entre o escritório de Viviane e o Banco Master está no centro de uma investigação tocada pelo ministro Alexandre de Moraes sobre um suposto vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares. Nesta terça-feira (17), quatro servidores da Receita Federal foram alvos de uma operação da Polícia Federal.
Após a operação, o relator da CPI afirmou que “combater vazamentos e a venda de dados sigilosos é importante, mas não deve servir como cortina de fumaça para ocultar patrimônios injustificados ou crimes praticados por figuras importantes da República”.
Também está prevista para o próximo dia 25 a votação de convites para o próprio ministro Alexandre de Moraes e também para o ministro Dias Toffoli. No caso dos magistrados, porém, a presença não é obrigatória. A comissão ainda tentará ouvir executivos do Master, como o banqueiro Daniel Vorcaro, e obter os sigilos bancário, fiscal e telefônico do banco e da empresa Maridt, que tem Toffoli e seus irmãos entre os sócios.
Além da votação de requerimentos, a CPI do Crime Organizado realizará no dia 25 a oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, preso sob a suspeita de ter ligações com a facção Comando Vermelho.









































