Servidores investigados por vazar dados do STF ganham entre R$ 11 mil e R$ 38 mil; saiba quem são
Polícia Federal cumpriu mandados contra 4 funcionários da Receita Federal que teriam vazado informações sigilosas de ministros do Supremo e da PGR


SBT News
O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou nesta terça-feira (17) terem sido identificados "diversos e múltiplos acessos ilícitos" ao sistema da Receita Federal que culminaram no vazamento de informações sigilosas de integrantes do Supremo, da Procuradoria-Geral da República e também de seus familiares, incluindo a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci.
A Polícia Federal cumpriu mandados no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia contra quatro servidores suspeitos de terem usado o sistema do Fisco para divulgar os dados de forma ilegal. O STF divulgou os nomes dos envolvidos – leia mais abaixo.
Em nota, a Receita Federal informou que a ação foi realizada “com base em informações prestadas” pelo próprio órgão. Também disse que já existe um “procedimento investigatório” sobre o caso em parceria com a PF, cujos resultados “poderão ser divulgados oportunamente”.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra do sigilo bancário dos servidores a partir de uma representação da PGR. Os investigadores querem descobrir se houve a venda das informações sigilosas. A investigação corre dentro do chamado Inquérito das Fake News.
No Portal da Transparência, é possível identificar informações sobre os servidores alvos da PF. Os salários brutos variam de R$ 11 mil a R$ 38 mil. Conforme o STF, eles foram afastados dos cargos e prestarão depoimentos à PF sobre o caso.
Saiba quem são os servidores investigados pela PF:
- Luciano Pery Santos: atua como técnico do Seguro Social em uma delegacia da Receita Federal em Salvador (BA). É servidor público desde 1983 e recebe remuneração bruta de R$ 11.517,49;
- Luiz Antônio Martins Nunes: é funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no Rio de Janeiro. A estatal é responsável por desenvolver, operar e proteger os sistemas digitais do governo brasileiro, sendo responsável por bases de dados e plataformas como o CPF, a CNH, o Imposto de Renda e sistemas da Receita Federal. Nunes trabalha em uma delegacia da Receita no Centro do Rio e recebe remuneração bruta de R$ 12.778,82;
- Ricardo Mansano de Moraes: é auditor fiscal da Receita Federal desde 2007. Atua na Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório (Eqrat), responsável por gerir créditos e dívidas tributárias e analisar pedidos de compensação, restituição e ressarcimento de contribuintes. Está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP) e recebe remuneração bruta de R$ 38.261,86, que chegou a R$ 51.675,41 com gratificações e demais benefícios em dezembro;
- Ruth Machado dos Santos: é técnica do Seguro Social em uma delegacia no Guarujá (SP). É servidora pública desde 1994 e recebe remuneração bruta de R$ 11.128,16.









