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União Europeia investiga Shein por venda de produtos ilegais e design viciante

Varejista chinesa é acusada de utilizar design viciante para induzir compras compulsivas e de falhar em barrar itens ilegais

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Shein atingiu a participação no mercado global de 1,53% | Freepik

A União Europeia abriu uma investigação formal nesta terça-feira (17) contra a varejista online chinesa Shein. A medida foca na venda de produtos ilegais, além da preocupação com o design da plataforma, considerado viciante.

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A ação intensifica a aplicação da Lei de Serviços Digitais adotada pelo bloco europeu, que exige que plataformas online atuem em prol do combate de conteúdos ilegais e prejudiciais.

A medida acontece após a França ter solicitado ao órgão executivo da União Europeia, em novembro de 2025, reprimir a venda de bonecas sexuais com aparência infantil no site da Shein. A plataforma já interrompeu as vendas dos itens no mundo inteiro.

O processo de investigação está separado em três pilares:

  • Sistemas implementados pela Shein para limitar a venda de produtos ilegais na União Europeia, incluindo conteúdo que possa constituir material abuso infantil, como bonecas.
  • Riscos associados ao design viciante da plataforma, incluindo a atribuição de pontos ou recompensas aos consumidores por meio de interação com o site. Segundo a União Europeia, recursos viciantes podem ter impacto negativo no bem-estar dos usuários e na proteção do consumidor online.
  • A transparência dos sistemas de recomendações que a Shein utiliza para sugerir produtos aos usuários

Após a abertura formal do processo, a Comissão continuará a recolher provas enviando pedidos adicionais de informação à Shein ou a terceiros, realizando ações de monitoração e entrevistas.

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