EUA vão enriquecer urânio em larga escala pela primeira vez desde a Guerra Fria
Secretário de Energia do país anunciou parceria com empresa francesa para fábrica no Tennessee
SBT News, com informações da Reuters
17/02/2026, 19:03 • Atualizado em 17/02/2026, 23:29
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O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright | Donica Payne/Flickr
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse nesta terça-feira (17) que o país vai voltar a enriquecer urânio em solo norte-americano em parceria com uma empresa francesa. A declaração foi feita durante uma conferência em Paris e marcou o primeiro investimento do tipo desde a Guerra Fria.
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Em janeiro, o grupo francês de combustíveis nucleares Orano recebeu um financiamento de US$ 900 milhões do Departamento de Energia dos EUA para ajudar na construção de uma instalação de enriquecimento de urânio no Tennessee com foco em produção energética.
A França é referência no setor de energia nuclear e tem cerca de 67% de sua matriz elétrica composta por essa fonte, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O plano segue uma diretriz anunciada no início do ano pelo governo norte-americano de investir US$ 2,7 bilhões para fortalecer os serviços de enriquecimento de urânio nos Estados Unidos nos próximos dez anos.
Os EUA haviam suspendido o enriquecimento comercial doméstico de urânio em larga escala em 1989, quando foi encerrada a operação do último grande complexo estatal do setor. A partir dos anos 1990, o país passou a depender majoritariamente de material importado, especialmente da Rússia e de fornecedores europeus, em um movimento associado ao fim da Guerra Fria e à perda de competitividade da indústria americana.
O investimento, segundo o governo do presidente Donald Trump, visa aumentar a segurança energética e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, expandindo a capacidade dos EUA na produção de urânio pouco enriquecido (UPE, na sigla) e novas cadeias de suprimentos e inovações para urânio pouco enriquecido de alta concentração (UPAEC).
O desenvolvimento dessa nova capacidade de produção nacional de urânio pouco enriquecido (LEU) e urânio altamente enriquecido (HALEU) busca dar suprimento adequado de combustível para manter as operações dos 94 reatores comerciais do país.
O urânio enriquecido – normalmente entre 3% e 5% de urânio-235 para fins civis – é necessário para manter reatores em operação contínua com geração estável de eletricidade.
EUA vão enriquecer urânio em larga escala pela primeira vez desde a Guerra FriaSecretário de Energia do país anunciou parceria com empresa francesa para fábrica no TennesseeMundo2026-02-17T19:03:01.024ZO secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse nesta terça-feira (17) que o país vai voltar a enriquecer urânio em solo norte-americano em parceria com uma empresa francesa. A declaração foi feita durante uma conferência em Paris e marcou o primeiro investimento do tipo desde a Guerra Fria. Em janeiro, o grupo francês de combustíveis nucleares Orano recebeu um financiamento de US$ 900 milhões do Departamento de Energia dos EUA para ajudar na construção de uma instalação de enriquecimento de urânio no Tennessee com foco em produção energética. A França é referência no setor de energia nuclear e tem cerca de 67% de sua matriz elétrica composta por essa fonte, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O plano segue uma diretriz anunciada no início do ano pelo governo norte-americano de investir US$ 2,7 bilhões para fortalecer os serviços de enriquecimento de urânio nos Estados Unidos nos próximos dez anos. Os EUA haviam suspendido o enriquecimento comercial doméstico de urânio em larga escala em 1989, quando foi encerrada a operação do último grande complexo estatal do setor. A partir dos anos 1990, o país passou a depender majoritariamente de material importado, especialmente da Rússia e de fornecedores europeus, em um movimento associado ao fim da Guerra Fria e à perda de competitividade da indústria americana. O investimento, segundo o governo do presidente Donald Trump, visa aumentar a segurança energética e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, expandindo a capacidade dos EUA na produção de urânio pouco enriquecido (UPE, na sigla) e novas cadeias de suprimentos e inovações para urânio pouco enriquecido de alta concentração (UPAEC). O desenvolvimento dessa nova capacidade de produção nacional de urânio pouco enriquecido (LEU) e urânio altamente enriquecido (HALEU) busca dar suprimento adequado de combustível para manter as operações dos 94 reatores comerciais do país. O urânio enriquecido – normalmente entre 3% e 5% de urânio-235 para fins civis – é necessário para manter reatores em operação contínua com geração estável de eletricidade. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-vao-retomar-enriquecimento-de-uranio-diz-secretario-de-energia
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