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EUA vão enriquecer urânio em larga escala pela primeira vez desde a Guerra Fria

Secretário de Energia do país anunciou parceria com empresa francesa para fábrica no Tennessee

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O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright | Donica Payne/Flickr
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O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse nesta terça-feira (17) que o país vai voltar a enriquecer urânio em solo norte-americano em parceria com uma empresa francesa. A declaração foi feita durante uma conferência em Paris e marcou o primeiro investimento do tipo desde a Guerra Fria.

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Em janeiro, o grupo francês de combustíveis nucleares Orano recebeu um financiamento de US$ 900 milhões do Departamento de Energia dos EUA para ajudar na construção de uma instalação de enriquecimento de urânio no Tennessee com foco em produção energética.

A França é referência no setor de energia nuclear e tem cerca de 67% de sua matriz elétrica composta por essa fonte, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O plano segue uma diretriz anunciada no início do ano pelo governo norte-americano de investir US$ 2,7 bilhões para fortalecer os serviços de enriquecimento de urânio nos Estados Unidos nos próximos dez anos.

Os EUA haviam suspendido o enriquecimento comercial doméstico de urânio em larga escala em 1989, quando foi encerrada a operação do último grande complexo estatal do setor. A partir dos anos 1990, o país passou a depender majoritariamente de material importado, especialmente da Rússia e de fornecedores europeus, em um movimento associado ao fim da Guerra Fria e à perda de competitividade da indústria americana.

O investimento, segundo o governo do presidente Donald Trump, visa aumentar a segurança energética e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, expandindo a capacidade dos EUA na produção de urânio pouco enriquecido (UPE, na sigla) e novas cadeias de suprimentos e inovações para urânio pouco enriquecido de alta concentração (UPAEC).

O desenvolvimento dessa nova capacidade de produção nacional de urânio pouco enriquecido (LEU) e urânio altamente enriquecido (HALEU) buscar dar suprimento adequado de combustível para manter as operações dos 94 reatores comerciais do país.

O urânio enriquecido – normalmente entre 3% e 5% de urânio-235 para fins civis – é necessário para manter reatores em operação contínua com geração estável de eletricidade.

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