Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos EUA, morre aos 84 anos
Pastor batista convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara semelhante ao Parkinson
SBT News, com informações da Reuters
17/02/2026, 11:50 • Atualizado em 18/02/2026, 01:47
compartilhar
Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado nesta terça-feira (17). Pastor batista criado no segregado sul norte-americano, ele se tornou um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. e concorreu duas vezes à nomeação presidencial do partido Democrata.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
"Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo", disse a família Jackson.
Jackson convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara, semelhante ao Parkinson, que afeta equilíbrio, movimentos oculares, marcha e cognição, e foi hospitalizado em novembro de 2025.
O reverendo foi um líder do movimento pelos direitos civis nos EUA desde a década de 1960. Ele lutou pelos direitos dos afro-americanos e de outras minorias ao lado de seu mentor, Martin Luther King Jr., e estava presente quando King foi assassinado em Memphis, Tennessee, em 1968.
Jesse Jackson foi um ícone dos direitos civis dos Estados Unidos | Reuters
Mais tarde, Jackson rompeu com o sucessor de King, Ralph Abernathy, e fundou sua própria organização de direitos civis em Chicago, a Operation PUSH, no início da década de 1970. Em 1984, fundou a National Rainbow Coalition, cuja missão mais ampla de direitos civis também incluía os direitos das mulheres e os direitos dos homossexuais, e as duas organizações se fundiram em 1996. Ele deixou a presidência da Rainbow-PUSH Coalition em 2023, após mais de cinco décadas de liderança e ativismo.
Jackson era conhecido por sua diplomacia pessoal. Depois de garantir a libertação do aviador naval americano Robert Goodman Jr. pela Síria em 1984, o presidente Ronald Reagan convidou Jackson à Casa Branca e expressou gratidão pela "missão de misericórdia".
O reverendo se reuniu em 1990 com o líder iraquiano Saddam Hussein para obter a libertação de centenas de americanos e outras pessoas após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Ele também conseguiu a libertação de dezenas de prisioneiros cubanos e americanos de prisões cubanas em 1984 e a libertação de três aviadores americanos detidos na Sérvia em 1999.
Jackson continuou seu ativismo mais tarde na vida, condenando o assassinato de George Floyd pela polícia e de outros afro-americanos em 2020, em meio ao movimento global por justiça racial.
Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos EUA, morre aos 84 anosPastor batista convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara semelhante ao ParkinsonMundo2026-02-17T11:50:35.108ZJesse Jackson, líder dos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado nesta terça-feira (17). Pastor batista criado no segregado sul norte-americano, ele se tornou um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. e concorreu duas vezes à nomeação presidencial do partido Democrata. "Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo", disse a família Jackson. Jackson convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara, semelhante ao Parkinson, que afeta equilíbrio, movimentos oculares, marcha e cognição, e foi hospitalizado em novembro de 2025. O reverendo foi um líder do movimento pelos direitos civis nos EUA desde a década de 1960. Ele lutou pelos direitos dos afro-americanos e de outras minorias ao lado de seu mentor, Martin Luther King Jr., e estava presente quando King foi assassinado em Memphis, Tennessee, em 1968. Mais tarde, Jackson rompeu com o sucessor de King, Ralph Abernathy, e fundou sua própria organização de direitos civis em Chicago, a Operation PUSH, no início da década de 1970. Em 1984, fundou a National Rainbow Coalition, cuja missão mais ampla de direitos civis também incluía os direitos das mulheres e os direitos dos homossexuais, e as duas organizações se fundiram em 1996. Ele deixou a presidência da Rainbow-PUSH Coalition em 2023, após mais de cinco décadas de liderança e ativismo. Jackson era conhecido por sua diplomacia pessoal. Depois de garantir a libertação do aviador naval americano Robert Goodman Jr. pela Síria em 1984, o presidente Ronald Reagan convidou Jackson à Casa Branca e expressou gratidão pela "missão de misericórdia". O reverendo se reuniu em 1990 com o líder iraquiano Saddam Hussein para obter a libertação de centenas de americanos e outras pessoas após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Ele também conseguiu a libertação de dezenas de prisioneiros cubanos e americanos de prisões cubanas em 1984 e a libertação de três aviadores americanos detidos na Sérvia em 1999. Jackson continuou seu ativismo mais tarde na vida, condenando o assassinato de George Floyd pela polícia e de outros afro-americanos em 2020, em meio ao movimento global por justiça racial.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/jesse-jackson-lider-dos-direitos-civis-nos-eua-morre-aos-84-anos
Flávio Bolsonaro chega aos EUA para audiência sobre tarifas
Pré-candidato à Presidência da República desembarca no país a 2 dias de reunião com o governo americano; senador assistirá jogo do Brasil em Washington
Trump liga para Putin e tem conversa de 1h30 sobre Ucrânia
Presidente dos EUA ligou para líder russo no dia em que EUA comemoraram 250 anos da independência; cúpula da Otan será realizada nesta semana, em Istambul