Mundo

Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos EUA, morre aos 84 anos

Pastor batista convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara semelhante ao Parkinson

Avatar de SBT News
Avatar de com informações da Reuters
SBT News, com informações da Reuters

Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado nesta terça-feira (17). Pastor batista criado no segregado sul norte-americano, ele se tornou um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. e concorreu duas vezes à nomeação presidencial do partido Democrata.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
"Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo", disse a família Jackson.

Jackson convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara, semelhante ao Parkinson, que afeta equilíbrio, movimentos oculares, marcha e cognição, e foi hospitalizado em novembro de 2025.

O reverendo foi um líder do movimento pelos direitos civis nos EUA desde a década de 1960. Ele lutou pelos direitos dos afro-americanos e de outras minorias ao lado de seu mentor, Martin Luther King Jr., e estava presente quando King foi assassinado em Memphis, Tennessee, em 1968.

Jesse Jackson foi um ícone dos direitos civis dos Estados Unidos | Reuters
Jesse Jackson foi um ícone dos direitos civis dos Estados Unidos | Reuters

Mais tarde, Jackson rompeu com o sucessor de King, Ralph Abernathy, e fundou sua própria organização de direitos civis em Chicago, a Operation PUSH, no início da década de 1970. Em 1984, fundou a National Rainbow Coalition, cuja missão mais ampla de direitos civis também incluía os direitos das mulheres e os direitos dos homossexuais, e as duas organizações se fundiram em 1996. Ele deixou a presidência da Rainbow-PUSH Coalition em 2023, após mais de cinco décadas de liderança e ativismo.

Jackson era conhecido por sua diplomacia pessoal. Depois de garantir a libertação do aviador naval americano Robert Goodman Jr. pela Síria em 1984, o presidente Ronald Reagan convidou Jackson à Casa Branca e expressou gratidão pela "missão de misericórdia".

O reverendo se reuniu em 1990 com o líder iraquiano Saddam Hussein para obter a libertação de centenas de americanos e outras pessoas após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Ele também conseguiu a libertação de dezenas de prisioneiros cubanos e americanos de prisões cubanas em 1984 e a libertação de três aviadores americanos detidos na Sérvia em 1999.

Jackson continuou seu ativismo mais tarde na vida, condenando o assassinato de George Floyd pela polícia e de outros afro-americanos em 2020, em meio ao movimento global por justiça racial.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Imagem da notícia: Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Imagem da notícia: Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Últimas notícias

Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Ex-primeira-dama aparece à frente na corrida pelo Senado no DF, seguida por Leila Barros, Erika Kokay e Bia Kicis

Datafolha MG: Cleitinho tem 32%; Patrus e Kalil, 12%

O senador do Republicanos aparece com 20 pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, que têm 12% das intenções de votos no primeiro turno

Ariana Grande se irrita após Trump usar uma de suas músicas

Equipe do presidente dos EUA usou o hit 'We can't be friends' como pano de fundo em um vídeo publicado no TikTok para atacar mulheres trans

Datafolha DF: Celina tem 30%, Arruda 28% e Grass 11%

Governadora aparece com 30% das intenções de voto, contra 28% do ex-governador; margem de erro é de três pontos percentuais

Datafolha RJ: Paes tem 41%; Ruas, 19%; Garotinho, 9%

Ex-prefeito do Rio tem vantagem de 22 pontos percentuais sobre presidente da Alerj; já ex-governador Garotinho aguarda definição sobre situação eleitoral

Datafolha: Tarcísio tem 45% contra 27% de Haddad no 1º turno

Governador de São Paulo mantém vantagem sobre ex-ministro também no 2º turno: 54% a 35%