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Irã e EUA concordam com princípios para possível acordo nuclear

Delegações dos dois países avançaram em negociações na Suíça, apesar de ameaças e aumento da tensão militar no Oriente Médio

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Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump | Reuters / Reprodução

As delegações do Irã e dos Estados Unidos concordaram, nesta terça-feira (17), com uma série de princípios que devem orientar a elaboração de um possível acordo para limitar o programa nuclear iraniano. O avanço ocorreu durante uma rodada de negociações realizada em Genebra, na Suíça.

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Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, as reuniões foram consideradas construtivas e estabeleceram bases para um eventual entendimento diplomático, embora ainda não haja efeitos práticos ou um texto definitivo.

As conversas envolvem restrições ao programa nuclear do Irã, incluindo limites à produção e ao desenvolvimento de tecnologias e armamentos com potencial nuclear.

O objetivo das negociações é evitar a escalada de tensões e reduzir o risco de um conflito regional, além de estabelecer mecanismos de controle internacional sobre as atividades iranianas.

Negociações em meio a ameaças

Apesar do avanço diplomático, os dois países trocaram declarações duras nos últimos dias. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que o país precisa manter sua capacidade militar como forma de dissuasão e criticou a interferência dos Estados Unidos.

Khamenei também alertou que uma eventual ação militar americana poderia desencadear uma guerra em toda a região.

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações vão continuar, mas indicou que o país avalia alternativas caso não haja acordo.

Os testes militares iranianos aumentaram o clima de tensão no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, chegou a ser parcialmente fechado durante exercícios militares.

Além disso, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou o envio de navios e helicópteros militares para a região, embora não tenha anunciado uma ofensiva.

As delegações devem continuar as negociações nas próximas semanas, com foco na elaboração de um documento formal baseado nos princípios já acordados.

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