Leila Pereira usa decisão de Dino para faltar a depoimento na CPMI do INSS
Presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa foi convocada a dar explicações sobre irregularidades no pagamento de benefícios

A empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, recorreu a uma decisão do ministro Flávio Dino para não prestar depoimento à CPMI do INSS nesta segunda-feira (9).
Em ofício encaminhado à comissão, Leila sustentou que a convocação dela foi suspensa por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e que, por isso, não iria comparecer.
A dirigente fez referência à determinação de Dino de suspender as quebras de sigilo aprovadas durante votação em globo - sem, portanto, a análise individual de cada requerimento - realizada no final de fevereiro. Na mesma ocasião, 87 itens, entre eles a convocação de Leila, foram aprovados. Com a ordem do ministro, a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula Silva, o Lulinha, foi derrubada.
“Considerando que os requerimentos foram aprovados pelo ato da CPMI-INSS cujos efeitos estão suspensos por decisão do STF, entende-se que, devido a este fato novo, a convocação da peticionária não reúne, no momento, as condições de validade indispensáveis para impor o dever de comparecer”, disse a defesa de Leila Pereira.
A dirigente ainda ressalta que Dino “foi categórico ao rechaçar a possibilidade de que o ato desta CPMI-INSS seja considerado nulo para alguns e válido para outros”.
A decisão pegou a cúpula da CPMI de surpresa. No domingo (8), Leila Pereira havia contatado o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), para dizer que não poderia comparecer à sessão em razão do encerramento do Campeonato Paulista - na conversa, não houve menções à decisão de Dino. Viana, então, havia remarcado a oitiva para a próxima segunda-feira (16).
No documento encaminhado pela defesa nesta segunda, no entanto, Leila Pereira informou que só vai comparecer à CPMI caso seja aprovado um novo requerimento de convocação.
Ela foi chamada a dar explicações sobre as suspeitas de irregularidades da Crefisa no pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas. Em agosto do ano passado o INSS suspendeu o contrato com a entidade comandada por Leila para a concessão de novos contratos.
























































