Marcela Mattos
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Coluna da Marcela

Pós-graduada em Relações Governamentais, Marcela Mattos construiu a carreira na cobertura política. Trabalhou na Revista Veja, acompanhando o Congresso Nacional e o poder em Brasília, além de passar pelo g1, TV Globo e Correio Braziliense.

Política

Estrategistas de Messias esperam contar com pressão do Supremo sobre Alcolumbre

Aliados do indicado ao STF avaliam que desfalque e crise interna podem engajar ministros a cobrar o presidente do Senado

Imagem da noticia Estrategistas de Messias esperam contar com pressão do Supremo sobre Alcolumbre
Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no STF | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcela Mattos

Articuladores palacianos e defensores da indicação de Jorge Messias esperam contar com uma pressão por parte de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) não seja deixado na geladeira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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Após mais de quatro meses desde o anúncio, o governo Lula formalizou nesta quarta-feira (1) a indicação de Messias para uma cadeira de ministro da Suprema Corte. Interlocutores de Alcolumbre, porém, dizem ter sido pegos de surpresa e indicam que o senador pode não dar celeridade à sabatina e à votação da indicação.

O cenário tortuoso, na avaliação de articuladores de Messias, pode ser contornado com uma pressão extra por parte de ministros do Supremo. Isso porque, dizem, é esperado que ministros entrem em campo para cobrar o comandante do Congresso pelo prolongado desfalque na Corte em meio a uma inédita crise de imagem e de confiança.

Embora tenha mantido uma relação distante ao governo Lula, Alcolumbre tem um bom trânsito com ao menos parte da Suprema Corte.

Aliados de Messias também dizem contar com o reforço político e do voto evangélico. Partidos como o PSD e o MDB já indicaram ser favoráveis ao nome de Messias. Juntas, as duas legendas somam 23 senadores - são necessários ao menos 41 dos 81 votos para a aprovação.

A interlocutores, Messias vem dizendo que está “leve” e que não tem nenhum vínculo com a crise entre o Planalto e o Senado. Como mostrou o colunista Iander Porcella, o chefe da AGU disse que dará continuidade à sua campanha com “humildade e fé”. “Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento”, afirmou Messias.

Indicado em novembro do ano passado, Messias aguarda, desde então, uma conversa com Davi Alcolumbre.

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