Valdemar vê possível motivação política em decisão de Dino
Ao SBT News, presidente do PL afirma que nunca teve uma 'cota' de emendas e que sua defesa apresentará argumentos para sustentar a legalidade de sua atuação
Sofia Pilagallo
12/07/2026, 00:07 • Atualizado em 12/07/2026, 00:55
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (11), em entrevista ao Jornal do SBT News, que não descarta motivação política na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares mesmo após manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República (PGR). Disse ainda que não o procurou, mas que está disposto a prestar esclarecimentos pessoalmente, caso seja chamado.
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As declarações foram dadas após a operação autorizada por Dino na investigação sobre supostas irregularidades na indicação de emendas parlamentares. O ministro determinou, entre outras medidas, o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar, decisão posteriormente contestada pela PGR, que considerou a medida insuficientemente fundamentada.
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Na entrevista, Valdemar negou controlar emendas parlamentares e afirmou que Dino interpretou de forma equivocada a distribuição desses recursos no Congresso. Para o presidente do PL, o ministro acreditou que ele tinha uma "cota" própria de emendas. A proposta chegou a ser debatida na Câmara dos Deputados, mas enfrentou resistência, inclusive dele, e nunca saiu do papel.
"O ministro Flávio Dino deve ter imaginado que eu tinha uma cota própria. Foi isso que eu entendi. Mas isso nunca aconteceu", disse. "O que eu faço é levar à liderança os pedidos de prefeitos que nos procuram, porque temos um olhar para o PL nacional. Para atender esses municípios, conversamos com os deputados, que deixam parte dos recursos sob responsabilidade da liderança."
Valdemar explicou que sua atuação se limitava a encaminhar pedidos de prefeitos à liderança do partido, responsável por avaliar a viabilidade técnica das indicações e assinar as emendas. Ele afirmou que esse tipo de articulação é comum entre dirigentes partidários, que sugerem prioridades para atender municípios considerados estratégicos.
Valdemar disse ainda que todas as indicações feitas por ele tiveram como destino prefeituras, e nunca associações ou entidades privadas. Segundo ele, esse é um dos argumentos que sua defesa, conduzida pelo advogado Marcelo Bessa, apresentará ao STF para sustentar a legalidade de sua atuação.
Ao comentar a operação, Valdemar classificou como "muito dura" a decisão de bloquear seus bens. Para ele, a divulgação do bloqueio de R$ 119 milhões transmitiu a impressão de que possuía esse patrimônio: "Nem acertando duas vezes na Mega-Sena eu teria esse dinheiro." Ele esclareceu que o valor corresponde ao total das emendas citadas na investigação, e não a recursos de sua propriedade.
Questionado sobre os possíveis impactos da investigação nas eleições, Valdemar afirmou não acreditar que o caso prejudique o PL. Segundo ele, a operação fortaleceu a unidade do partido e motivou manifestações de apoio de lideranças políticas. O presidente do PL citou Hugo Motta e disse que o senador Rogério Marinho deverá conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o caso.
Valdemar vê possível motivação política em decisão de DinoAo SBT News, presidente do PL afirma que nunca teve uma 'cota' de emendas e que sua defesa apresentará argumentos para sustentar a legalidade de sua atuaçãoPolítica2026-07-12T00:07:34.854ZO presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (11), em entrevista ao Jornal do SBT News, que não descarta motivação política na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares mesmo após manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República (PGR). Disse ainda que não o procurou, mas que está disposto a prestar esclarecimentos pessoalmente, caso seja chamado. As declarações foram dadas após a operação autorizada por Dino na investigação sobre supostas irregularidades na indicação de emendas parlamentares. O ministro determinou, entre outras medidas, o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar, decisão posteriormente contestada pela PGR, que considerou a medida insuficientemente fundamentada. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Na entrevista, Valdemar negou controlar emendas parlamentares e afirmou que Dino interpretou de forma equivocada a distribuição desses recursos no Congresso. Para o presidente do PL, o ministro acreditou que ele tinha uma "cota" própria de emendas. A proposta chegou a ser debatida na Câmara dos Deputados, mas enfrentou resistência, inclusive dele, e nunca saiu do papel. "O ministro Flávio Dino deve ter imaginado que eu tinha uma cota própria. Foi isso que eu entendi. Mas isso nunca aconteceu", disse. "O que eu faço é levar à liderança os pedidos de prefeitos que nos procuram, porque temos um olhar para o PL nacional. Para atender esses municípios, conversamos com os deputados, que deixam parte dos recursos sob responsabilidade da liderança." Valdemar explicou que sua atuação se limitava a encaminhar pedidos de prefeitos à liderança do partido, responsável por avaliar a viabilidade técnica das indicações e assinar as emendas. Ele afirmou que esse tipo de articulação é comum entre dirigentes partidários, que sugerem prioridades para atender municípios considerados estratégicos. Valdemar disse ainda que todas as indicações feitas por ele tiveram como destino prefeituras, e nunca associações ou entidades privadas. Segundo ele, esse é um dos argumentos que sua defesa, conduzida pelo advogado Marcelo Bessa, apresentará ao STF para sustentar a legalidade de sua atuação. Ao comentar a operação, Valdemar classificou como "muito dura" a decisão de bloquear seus bens. Para ele, a divulgação do bloqueio de R$ 119 milhões transmitiu a impressão de que possuía esse patrimônio: "Nem acertando duas vezes na Mega-Sena eu teria esse dinheiro." Ele esclareceu que o valor corresponde ao total das emendas citadas na investigação, e não a recursos de sua propriedade. Questionado sobre os possíveis impactos da investigação nas eleições, Valdemar afirmou não acreditar que o caso prejudique o PL. Segundo ele, a operação fortaleceu a unidade do partido e motivou manifestações de apoio de lideranças políticas. O presidente do PL citou Hugo Motta e disse que o senador Rogério Marinho deverá conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o caso.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/valdemar-nega-controle-sobre-emendas-parlamentares