Ratinho Jr procurou dirigentes do PL para tentar barrar filiação de Moro, dizem fontes
Governador procura uma solução para evitar uma derrota no Paraná

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), atuou pessoalmente para tentar demover o Partido Liberal (PL) de apoiar a candidatura de Sergio Moro como seu sucessor, dizem interlocutores do partido.
Na última semana, Ratinho desembarcou em Brasília e conversou com lideranças do PL alegando que um reforço da legenda ao ex-juiz da Lava-Jato iria afetar diretamente o projeto político desenhado no seu berço político.
Ele vem trabalhando pelas candidaturas do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), ou do Secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), para sucedê-lo no Palácio Iguaçu no próximo ano.
No encontro, segundo fontes do PL, Ratinho sinalizou que será o escolhido pelo PSD como candidato à Presidência da República e que não abrirá mão da disputa. O PL disse então, que Flávio Bolsonaro, também pré-candidato, precisaria de um palanque forte no Paraná, e, portanto, a candidatura de Ratinho inviabilizaria qualquer acordo.
Nesta quarta-feira (18), o PL confirmou o rompimento com Ratinho no estado e anunciou a filiação de Sergio Moro ao partido. O senador enfrentava resistência principalmente dentro do PP, legenda que integra a federação com o União Brasil, partido do qual acaba de se desfiliar.
Moro desponta nas principais pesquisas de intenção de voto. De acordo com levantamento do Paraná Pesquisas divulgado na semana passada, o senador marca 44% no primeiro turno, à frente dos nomes cotados a disputar com o apoio de Ratinho. Alexandre Curi registrou 11,3% das intenções de voto e Guto Silva, 4,3%.
Apesar do apoio a Moro, integrantes do PL afirmam que a relação segue boa com Ratinho Júnior e que confiam que ele apoiará Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Nos bastidores, o presidenciável do PSD já é até citado como um nome que tem "peso e estatura" para ser ministro.





























































