Polícia

Polícia negocia rendição de adolescente suspeito de estupro coletivo na zona leste de SP

Três menores já foram apreendidos e um adulto, de 21 anos, foi preso preventivamente na Bahia

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Osvaldo Nico Gonçalves, secretário a Segurança Pública de São Paulo | Reprodução/SBT
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A Polícia Civil de São Paulo tenta negociar a rendição do último suspeito de estupro coletivo contra dois meninos, de 7 e 10 anos, no fim de abril em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. O adolescente segue sendo procurado e equipes estão em campo para tentar localizá-lo.

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"Neste momento temos equipes negociando com a família para esse quarto envolvido se entregar, se apresentar para a Justiça. Mas, no geral, foi um trabalho que garantiu uma resposta rápida. Todos foram identificados rapidamente e agora serão punidos por esse crime", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em coletiva de imprensa realizada neste domingo (3).

Ao todo, três dos quatro menores envolvidos no caso já foram apreendidos — dois na capital e um em Jundiaí. Já o adulto, de 21 anos, foi preso temporariamente na Bahia com apoio das forças de segurança locais. A Polícia Civil atua agora para transferi-lo a São Paulo.

A rápida resposta foi resultado de uma força-tarefa coordenada pelo 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), que mobilizou equipes de investigação, análise de imagens e diligências em diferentes cidades.

Investigação

Autoridades à frente do caso explicaram que a investigação se iniciou a partir de imagens que circulavam nas redes sociais.

"As famílias estavam sendo pressionadas a não denunciar. Identificamos os envolvidos e representamos pela prisão e apreensão", explicou a delegada Janaina da Silva Dziadowczyk, do 63° DP.

Esse trabalho incluiu coleta de provas e depoimentos, reconhecimento fotográfico e trabalho de campo para embasar as medidas judiciais.

"Naquele primeiro momento não tínhamos praticamente nada além das imagens, e em poucos dias tudo foi esclarecido", destacou o secretário Nico.

As investigações também apuram a divulgação dos vídeos nas redes sociais e possíveis ameaças feitas contra familiares das vítimas. Segundo a polícia, essa será a próxima etapa do inquérito. A orientação é para que a população não compartilhe esse tipo de conteúdo e procure diretamente as autoridades.

O caso segue em investigação para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos.

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