Israel prorroga detenção de brasileiro Thiago Ávila e espanhol Saif Abu Keshek
Ativistas foram presos no último dia 30 junto de outras 175 pessoas que viajavam em direção à Faixa de Gaza


com informações da Reuters
Um tribunal de Israel prorrogou, neste domingo (3), a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek até o dia 5 de maio. Os ativistas foram presos abordo de uma flotilha em viagem em direção à Gaza, interceptada em águas internacionais perto da Grécia.
Na última sexta-feira (1), os governos do Brasil e Espanha emitiram uma declaração conjunta chamando a deteção israelense de ilegal.
"Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel", afirmam as autoridades no documento.
Os ativistas faziam parte de uma flotilha lançada em uma tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza por meio da entrega de assistência humanitária.
As autoridades israelenseses solicitaram uma prorrogação de quatro dias da prisão por suspeita de crimes como assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com um agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista e transferência de propriedade para uma organização terrorista.
Em entrevista concedida à Reuters, Haadeel Abu Salih, advogada dos ativistas, disse que os dois negam as acusações e afirma que a prisão deles foi ilegal devido à falta de jurisdição. Ela também acrescenta que a missão tinha objetivo de ajudar civis em Gaza e não a grupos militantes.








