Três pessoas que viajavam a bordo de cruzeiro adoecem e morrem; OMS investiga surto de hantavirus
Vítimas fatais são um homem de 70 anos e sua esposa, de 69 anos, além de uma terceira pessoa que não teve a identidade revelada

Sofia Pilagallo
Três pessoas que viajavam a bordo de um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico, em viagem da Argentina a Cabo Verde, adoeceram e morreram, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) à emissora britânica "BBC". A entidade investiga um possível surto de hantavírus no "MV Hondius", que viajava da Argentina para Cabo Verde.
As vítimas fatais são um homem de 70 anos, que morreu a bordo; sua esposa de 69 anos, que adoeceu a bordo e foi transferida para um hospital de Joanesburgo, onde morreu; e uma terceira pessoa que não teve a identidade revelada.
Um britânico de 69 anos também teria sido evacuado para Joanesburgo, onde está recebendo tratamento em terapia intensiva. enquanto outros cinco casos suspeitos estão sob investigação.
Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, a infecção por hantavírus, denominada hantavirose, é rara e ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, gerados a partir de urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
Outras formas de transmissão para humanos incluem via percutânea, por escoriações na pele ou mordidas de roedores; e contato do vírus com mucosas por meio de mãos contaminadas com excretas. A transmissão direta entre pessoas também é possível, embora incomum.
Na fase inicial, a hantavirose causa os seguintes sintomas: febre, dor nas articulações, dor de cabeça, dor lombar, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Já na fase avançada, os sintomas incluem febre, dificuldade de respirar, respiração acelerada, aceleração dos batimentos cardíacos, tosse seca e pressão baixa.
A fase avançada é conhecida também como fase cardiovascular. Na América do Sul, foi observado importante comprometimento cardíaco, passando a ser denominada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).
A OMS informou que auxilia na coordenação entre países e a Oceanwide Expeditions, empresa operadora do navio, para a evacuação de dois passageiros com sintomas, presta assistência aos demais passageiros e avalia os riscos à saúde pública. O governo classificou o surto como um "evento de saúde pública".









