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Governos do Brasil e da Espanha condenam detenção de cidadãos por Israel e exigem libertação imediata

Países classificam ação como "flagrantemente ilegal" e cobram retorno com garantias de segurança e acesso consular

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O ativista brasileiro Thiago Ávila | Reprodução

Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma nota conjunta em que condenam a detenção de dois de seus cidadãos por forças de Israel e exigem a libertação imediata. No comunicado, os países afirmam que a medida representa uma ação "flagrantemente ilegal" e uma afronta ao Direito Internacional.

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Segundo a nota, os dois cidadãos estavam a bordo de embarcações da flotilha Samud, interceptadas por forças israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia. Após a abordagem, passageiros e tripulantes foram levados à ilha de Creta, mas os dois não foram liberados.

Brasil e Espanha classificam a ação como um sequestro realizado fora da jurisdição israelense, o que, segundo os governos, pode ser acionado em cortes internacionais e também configura delito nas legislações dos dois países.

Os governos cobram de Israel o retorno imediato dos cidadãos, com garantias de segurança, além de acesso consular para assistência e proteção.

Na quinta-feira (30), o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram detidos junto com ao menos 175 ativistas enquanto viajavam em direção à Faixa de Gaza a bordo de uma flotilha com ajuda humanitária.

Leia a nota na íntegra:

Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel.

Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta.

Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições.

Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção.

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