Aliados de Haddad querem Alckmin como cabo eleitoral junto a prefeitos
Estrategistas veem o vice-presidente como peça essencial para quebrar resistências ao petista principalmente no interior do país

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é considerado uma peça-chave entre os aliados de Fernando Haddad (PT) para romper a resistência do interior paulista ao ministro da Fazenda numa eventual disputa ao governo de São Paulo.
Haddad confirmou nesta terça-feira (10) que deixará o comando da Fazenda na próxima semana com o objetivo de dar o primeiro passo rumo a uma candidatura nas eleições deste ano. O petista ainda não bateu o martelo sobre qual cargo irá disputar - o Senado ou o governo, mas a segunda opção é tratada como a mais provável.
Pesquisas Datafolha e Real Time Big Data divulgadas nos últimos dias mostram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) favorito à reeleição com uma margem de mais de 10 pontos à frente de Haddad.
Em reação, aliados do ministro já começam a traçar estratégias para reduzir esse patamar. Um dos principais focos será avançar sobre cidades do interior de São Paulo, historicamente mais conservadoras e vistas como um antigo reduto tucano que acabou migrando seu apoio a Tarcísio. Nas eleições de 2022, Haddad venceu na capital de São Paulo, mas acabou derrotado no estado com uma diferença total de 2,6 milhões de votos.
Aliados do ministro da Fazenda afirmam que Alckmin, governador de São Paulo por quatro vezes, é um “fenômeno” eleitoral em cidades do interior paulista e querem que ele use seu capital político fazendo um corpo a corpo junto a prefeitos da região. A estratégia atenderia a um apelo recente feito pelo presidente Lula de que seu vice tem um “papel a cumprir em São Paulo”.
Estrategistas de Haddad também esperam um engajamento da ministra do Planejamento. Simone Tebet (MDB) deve mudar o seu domicílio eleitoral para São Paulo e concorrer a uma vaga de senadora numa eventual chapa petista.

























































