Economia

Conflito no Irã pode antecipar parada do ciclo de cortes da Selic, diz Ceron

Secretário do Tesouro Nacional também defendeu que, do ponto de vista comercial, petróleo entre US$ 75 e US$ 85 é benéfico para o Brasil

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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse nesta segunda-feira (02) que o conflito no Irã pode eventualmente antecipar a parada do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central caso se intensifique um cenário de incerteza e de repasse para preços.

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Em evento promovido pelo Valor Econômico, ele ponderou, contudo, que o Brasil pode ver mais efeitos positivos do que negativos a partir do conflito, citando possíveis ganhos de arrecadação com a venda de petróleo mais valorizado.

"Se o barril de petróleo ficar oscilando entre US$ 75, US$ 85, não me parece ser um cenário catastrófico ou muito complicado para o Brasil. O Brasil tem uma posição exportadora importante e o principal item da nossa pauta exportadora é petróleo atualmente. Então, do ponto de vista de balança comercial, a gente tem um efeito positivo."

O problema, segue Ceron, é um valor ainda mais alto.

"Não pensando em um cenário de barril acima de US$ 100, que aí começa de fato a ter uma pressão maior do ponto de vista inflacionário e gera outras repercussões."

Programas sociais

O secretário ainda disse ver uma janela para debate sobre reorganização de programas sociais do governo, citando a existência de iniciativas sobrepostas e ações com crescimento insustentável de despesas.

Ceron ecoou fala recente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao afirmar que é preciso repensar o modelo de assistência social como um todo, que enfrenta muita judicialização, citando a possibilidade de integrar programas.

Segundo ele, o país observa uma redução de indicadores de pobreza e não está precisando hoje de incremento de despesa para apoio social.

Em outra área, Ceron afirmou que não há discussão no governo sobre federalização do BRB, que vive uma crise financeira. Para o secretário, isso é problema que deve ser resolvido pelo Distrito Federal e pela própria instituição financeira.

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