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Trump escolhe republicano de Miami para embaixador no Brasil

Daniel Perez tem formação em direito internacional por universidade jesuíta e preside Assembleia Legislativa da Flórida

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Por Victor Schneider e Victoria Abel
Trump junto a Perez | Reprodução/X

Trump junto a Perez | Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta segunda-feira (1) a indicação do atual presidente da Assembleia Legislativa da Flórida, Daniel Anthony Perez, para assumir o posto de embaixador no Brasil.

O cargo está vago desde janeiro de 2025, quando terminou o mandato de Elizabeth Bagley, nomeada pelo democrata Joe Biden. O topo da diplomacia americana em solo nacional vinha sendo desempenhado pelo encarregado de negócios, Gabriel Escobar.

Perez completará 39 anos em 22 de junho. O currículo inclui um doutorado em Direito Internacional pela Universidade de Loyola, uma instituição privada de orientação jesuíta sediada em Nova Orleans. A graduação é em Ciência Política pela Universidade Estadual da Flórida.

Perez é republicano e deputado estadual na Flórida desde setembro de 2017 pelo distrito que representa o condado de Miami-Dade – o maior do estado em termos de população, com 2,8 milhões de habitantes, e o sétimo maior em todos os Estados Unidos.

O perfil do indicado no Instagram é fechado, mas Perez se descreve como um advogado casado pai de três filhos e “cidadão preocupado". É a mesma descrição usada no X, cuja conta é aberta. Não há menções diretas ao Brasil ou a figuras políticas do país, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em seu site profissional, Daniel Perez afirma ser natural de Nova York e cubano-americano de primeira geração. Ele se mudou para a Flórida em 1993 junto à família.

Sabatina no Senado

Perez terá que passar por sabatina em audiência na Comissão de Relações Exteriores antes de a indicação seguir a plenário. Lá, é exigida maioria simples na votação – ou seja, 51 dos 100 senadores.

Porém, a Constituição americana permite que senadores “segurem” a votação de um indicado ou um grupo de indicações em bloco. O “Senate Hold” foi usado como estratégia, por exemplo, pelo atual secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para postergar a aprovação do embaixador americano para a China em 2021.

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