Correios têm prejuízo de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre
Resultado negativo quase dobrou em um ano, apesar de redução de despesas e avanço do plano de reestruturação


O edifício sede dos Correios, em Brasília | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pela estatal no sábado (30). O resultado negativo representa uma piora em relação ao mesmo período de 2025, quando a empresa havia registrado perdas de R$ 1,7 bilhão.
O desempenho ocorre em meio ao processo de reestruturação financeira conduzido pela companhia. Embora tenha conseguido reduzir custos operacionais e despesas, os Correios ainda enfrentam dificuldades para aumentar as receitas e lidar com passivos acumulados nos últimos anos.
De acordo com o balanço, a receita bruta com vendas e serviços somou R$ 4,04 bilhões entre janeiro e março deste ano, uma queda de 2,2% em relação aos R$ 4,13 bilhões registrados no mesmo período de 2025. A receita líquida, após descontos e impostos, também apresentou retração.
Segundo os Correios, parte significativa do prejuízo está relacionada ao pagamento de passivos judiciais e precatórios. Essas despesas somaram R$ 1,4 bilhão no trimestre, o equivalente a cerca de 44% do resultado negativo registrado no período.
Em comunicado, a estatal afirmou que os resultados do primeiro trimestre de 2026 ficaram dentro das projeções previstas no plano de recuperação e que o prejuízo foi menor do que o inicialmente estimado para o trimestre.
A empresa também disse que as receitas e o controle de despesas apresentaram desempenho superior ao esperado.
Os Correios afirmaram ainda que continuarão implementando medidas para fortalecer a saúde financeira da companhia, modernizar a infraestrutura logística e ampliar a eficiência operacional.
A meta estabelecida pela direção é voltar a registrar lucro líquido até o fim de 2027.
O resultado do trimestre sucede um ano especialmente difícil para a estatal. Em 2025, os Correios acumularam prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o pior resultado já registrado pela empresa. As contas da companhia permanecem no vermelho desde 2023.















