Nunes diz que não há ligação entre prefeitura e Dark Horse
Ao SBT News, prefeito de SP diz que repasses foram legais e que ele não tem relação com empresária investigada por suspeita de desvio em contrato de Wi-Fi




O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (1º) que os contratos firmados pela gestão municipal estão dentro da legalidade e negou qualquer repasse indevido à empresária Karina Ferreira da Gama, investigada por suspeita de desvio de recursos públicos.
Em entrevista ao SBT News, Nunes comentou o contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à empresária e responsável pela execução do programa Wi-Fi Livre na capital paulista. Karina foi alvo de busca e apreensão em investigação que apura supostas irregularidades no uso de verbas municipais.
"O que a pessoa faz com o recurso lá do ganho dela não nos compete", disse o prefeito sobre suposto uso de verbas da prefeitura para financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nunes afirmou que a contratação do instituto pela prefeitura ocorreu antes da produção do filme, realizada pela Go Up Entertainment Ltda.. A produtora é também da empresária Karina Ferreira da Gama. Para o prefeito, não há irregularidade no fato de Karina atuar em diferentes áreas, desde que as atividades sejam lícitas.
"A contratação foi feita em junho de 2024 e somente em outubro de 2025 é que tiveram as filmagens do filme. E eu sinceramente não vejo nenhum problema de alguém ter uma atividade de uma entidade e de uma produtora desde que seja com ações lícitas. Eu mesmo tenho atividade no meu ramo empresarial de várias atividades e sou prefeito. Isso não impede de que eu exerça as funções nas minhas empresas e na prefeitura de forma ética e lícita", defendeu Nunes.
De acordo com o inquérito policial ao qual o SBT News teve acesso, a Prefeitura antecipou pagamentos para garantir a execução do serviço durante o período eleitoral de 2024. Após as eleições, no entanto, a execução do contrato teria sido reduzida, segundo a investigação.
O prefeito argumentou que adiantamentos são comuns em contratos com entidades sem capital de giro, para viabilizar a execução inicial dos serviços. Ele afirmou que os valores são posteriormente ajustados na prestação de contas.
"É feito um adiantamento do valor, de uma parte do adiantamento do valor, para que eles possam fazer os serviços: ir lá nas comunidades, fazer o levantamento, ver onde vai pôr o ponto, contratar as pessoas que vão lá fazer todas essas entrevistas, o levantamento desses locais. E aí, na prestação de contas, é apresentado tudo aquilo que eles gastaram, e a gente faz os ajustes", afirmou Nunes.
Nunes também negou qualquer relação pessoal com a empresária. Segundo ele, não há troca de mensagens, contato telefônico ou vínculo direto, além de encontros institucionais.














