Economia

Petrobras nega risco de desabastecimento no Brasil pela guerra no Irã

Estatal diz ter rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, passagem afetada pelos bombardeios dos EUA e Israel a navios iranianos

Imagem da noticia Petrobras nega risco de desabastecimento no Brasil pela guerra no Irã
Fachada da Petrobras | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil
• Atualizado em

A Petrobras emitiu nota nesta segunda-feira (2) informando que nem a empresa e nem os consumidores brasileiros deverão ser impactados no curto prazo com os efeitos da guerra no Irã sobre o mercado de petróleo.

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Conforme a estatal, a maior parte dos fluxos de importação é feita fora da região conflagrada, além de haver rotas alternativas para contornar o Oriente Médio em caso de necessidade. O comunicado ainda acena ao mercado ao dizer que o protocolo assegura “segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens".

A rota percorrida pelo Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, passou a ser evitada pelas embarcações globais depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no final de semana. Parte dos alvos foram navios de guerra iranianos que circulavam pelo local.

Pouco depois do comunicado, o Irã informou que o Estreito de Ormuz foi fechado por tempo indeterminado e que a Guarda Revolucionária irá incendiará qualquer navio que tentar cruzá-lo.

Mapa mostra o Estreito de Ormuz | Foto: Arte/SBT
Mapa mostra o Estreito de Ormuz | Foto: Arte/SBT

Autossuficiência da Petrobras

Em entrevista ao SBT News, Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, afirmou que o Brasil pode se beneficiar da crise no saldo da balança comercial.

Porém, Pires também alertou para riscos internos – como a pressão inflacionária e uma eventual intervenção na Petrobras caso o preço do barril permaneça elevado.

Segundo ele, o Brasil caminha para produzir mais de 5 milhões de barris por dia até 2027 ou 2028, impulsionado pelo pré-sal, o que o coloca entre os cinco maiores produtores globais. O petróleo já é o principal item da balança comercial brasileira, e a alta do barril tende a ampliar o superávit externo.

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