Política

Todos seremos afetados, diz Celso Amorim sobre escalada militar no Oriente Médio

Embaixador citou os impactos globais das crescentes tensões na região; assessor conversou com o presidente Lula nesta segunda (2)

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Hariane Bittencourt
02/03/2026, 15:21 • Atualizado em 02/03/2026, 16:18
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Celso Amorim: 'A última coisa que queremos é que a América do Sul se torne uma zona de guerra.' | Felipe Fittipaldi/The Guardian

Celso Amorim: 'A última coisa que queremos é que a América do Sul se torne uma zona de guerra.' | Felipe Fittipaldi/The Guardian

O assessor especial do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira (2) acreditar que o Brasil será afetado pela escalada militar no Oriente Médio. O diplomata conversou com o mandatário sobre o assunto na manhã de hoje, em contato por telefone que não estava previsto na agenda presidencial.

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O embaixador afirmou, ainda, que outros países também devem sentir os impactos da guerra. “Todos seremos [afetados]. Vivemos no mesmo mundo, com crescentes tensões”, disse ao SBT News.

No sábado (28), o Palácio do Itamaraty divulgou uma nota condenando e expressando “grave preocupação” diante dos ataques contra alvos no Irã. A manifestação destacou que a investida militar aconteceu em meio a um processo de negociação.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz o texto.

O governo brasileiro mantém contato com a embaixada do Brasil em Teerã para monitorar o agravamento da situação. Cerca de 200 brasileiros vivem no Irã.

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