Alckmin prevê entrada em vigor de acordo UE-Mercosul no segundo semestre
Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse ainda que um acordo comercial do bloco com os Emirados Árabes Unidos está "entabulado"



SBT News
com informações da Reuters
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (15) que espera que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entre em vigor no segundo semestre deste ano.
Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, Alckmin disse ainda que um acordo comercial entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos está "entabulado".
O vice-presidente avaliou de que o acordo UE-Mercosul não atrapalha as negociações comerciais do Brasil com os Estados Unidos e disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue em busca de reduzir tarifas comerciais impostas por Washington.
Encontro no Rio
Lula da Silva vai receber amanhã, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
A visita ocorre após o presidente optar por não viajar a Assunção, no Paraguai, onde está prevista a assinatura do acordo, no próximo sábado. A decisão foi uma forma de marcar posição diante da falta de consenso entre os países europeus até a cúpula do Mercosul realizada em Foz do Iguaçu. Na ocasião, o Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Agora, a ida de Ursula von der Leyen e António Costa ao Brasil é vista como um gesto político do bloco europeu para retomar o diálogo diretamente com o presidente brasileiro, após o adiamento da assinatura do tratado.
Décadas de negociação
O acordo UE-Mercosul é negociado há mais de duas décadas e enfrenta resistência de setores europeus, especialmente na área agrícola. Apesar disso, o governo brasileiro avalia que o entendimento é estratégico para ampliar o comércio e fortalecer a relação econômica entre os dois blocos.
Além do tratado comercial, a reunião deve tratar de cooperação econômica e de temas internacionais de interesse comum. Após o encontro, o governo sinalizou que fará um pronunciamento à imprensa.








