Brasil

Acordo Mercosul–UE é histórico e fortalece agro brasileiro, diz secretário do Ministério da Agricultura

Em entrevista ao SBT News, Luís Rua afirma que tratado amplia acesso ao mercado europeu, reduz tarifa e consolida o Brasil como fornecedor estratégico

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SBT News
12/01/2026, 18:52 • Atualizado em 12/01/2026, 18:52
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O secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, classificou como histórico o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e afirmou que o agronegócio brasileiro tem “muito a celebrar” com o avanço das negociações. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News nesta segunda-feira (12).

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“É um momento de celebração de algo histórico, depois de muitos anos de grupos de trabalho e negociações, até chegarmos a esse passo tão importante aprovado pelo Conselho Europeu”, afirmou o secretário. Segundo ele, o próximo passo é a assinatura formal do acordo, seguida do processo de ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Rua destacou que, em um horizonte de dez anos, mais de 80% das linhas tarifárias do agronegócio brasileiro estarão isentas de tarifas de importação. “Os acordos comerciais levam tempo, mas, ao final desse período, praticamente todos os produtos do agro brasileiro terão acesso livre de tarifas ao mercado europeu”, disse.

Para itens considerados sensíveis pela União Europeia, como carne bovina, açúcar, etanol, mel, carnes de frango e suína, o acordo estabelece cotas específicas. “Essas cotas salvaguardam interesses europeus, ao mesmo tempo em que ampliam de forma relevante o acesso do Brasil”, explicou.

O secretário avaliou ainda que o acordo reforça a posição do Brasil como parceiro estratégico em um cenário internacional desafiador. “O Brasil é um fornecedor estável, seguro e confiável para a União Europeia e para vários países do mundo”, disse. Atualmente, cerca de 15% das exportações agropecuárias brasileiras têm como destino o bloco europeu, que é o segundo maior comprador do setor.

Sobre a tramitação no Congresso Nacional, o secretário disse esperar um processo sem grandes resistências. “É um acordo maduro, amplamente discutido, e há um consenso de que ele é benéfico para o Brasil. A expectativa é de aprovação dentro dos trâmites legais, sem sobressaltos”, afirmou.

Ao comentar as perspectivas para 2026, Rua disse que o governo seguirá priorizando a abertura e diversificação de mercados. “Vamos continuar buscando toda e qualquer oportunidade, inclusive para produtos menos tradicionais da pauta exportadora”, afirmou. Segundo ele, a estratégia já permitiu recordes de exportação mesmo em um ambiente de tarifas elevadas e preços internacionais pressionados.

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